Vida dos trabalhadores piora

A divulgação pelo IBGE, no final de fevereiro, sobre as Contas Nacionais de 2003 comprova, com dados, o que vínhamos dizendo: “Lula não está governando para os trabalhadores”. A conseqüência dessa política submissa ao FMI é o empobrecimento do país. Veja alguns números:

Desemprego
Aumentou para 12% em março, segundo o IBGE, o que equivale cerca de 2,5 milhões de pessoas. Segundo o Dieese e a Fundação Seade este índice já atinge o patamar de 20%. A geração de 10 milhões de empregos era pura balela.

Produto interno bruto (PIB)
Caiu 0,2%. Como a população aumentou 1,3%, o PIB per capita caiu 1,5%.

Consumo das famílias
Caiu 3,3% em 2003.

Formação bruta de capital fixo
Caiu 6,6%, o que significa que não se instalou capacidade produtiva nova.

Precarização do trabalho
O número de trabalhadores com carteira assinada caiu (-0,5%) e aumentou em 2,8% o número de sem carteira.

Renda
Os trabalhadores com carteira assinada mantiveram sua renda média em 2003 (+0,4%), mas os trabalhadores sem carteira perderam (-2,1%). Por isso, o rendimento médio dos trabalhadores foi menor em janeiro de 2004 (-6,2) do que em janeiro de 2003. A queda distribuiu-se de forma desigual. A renda dos 10% mais pobres diminuiu (-8,7%) e a dos 10% mais ricos aumentou (+1,9%).
Segundo o Dieese, 58% das negociações coletivas de trabalho tiveram reajuste abaixo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Orçamento
Em 2002 (governo FHC) a União investiu R$ 11,6 bilhões, ou 1,5% do Orçamento. Em 2003 (governo Lula) a União, até meados de dezembro, investiu R$ 1,8 bilhão, ou 0,24% do Orçamento. Em 2002 (FHC), a União desembolsou 41,6% do Orçamento com amortização de dívidas e pagamento de juros. Em 2003 (Lula) essa proporção atingiu 54,61%.
Entre 1.411 projetos (obras e programas) previstos para serem executados em 2003, 78% receberam menos da metade dos recursos e 38% não receberam nenhum centavo. O programa federal de geração de emprego e renda recebeu 5,4% dos recursos previstos.

Acidente de Trabalho
O número de acidentes de trabalho vinha caindo desde 1997, mas voltou a subir no primeiro ano do governo Lula (387 mil acidentes, com 2,9 mil mortes). O setor responsável pela prevenção de acidentes teve a verba cortada de R$ 6 milhões para R$ 1 milhão.

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