Vazamento de gás nocivo na CSN deixa 15 operários feridos

No último dia 7 de março, quarta-feira, um vazamento de gás de coqueria (produto utilizado no processo de produção do aço, composto de monóxido de carbono e hidrogênio, o mesmo que sai dos escapamento dos carros), deixou 15 operários da Companhia Siderúrgica Nacional hospitalizados. Destes 15 trabalhadores, 6 foram gravemente intoxicados.

Existem centenas de gases nocivos à saúde no interior da usina, mas particularmente o gás de coqueria, se inalado em ambiente fechado, pode levar à morte.

O Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense, que recentemente voltou a se filiar à pelega Força Sindical, se pronunciou afirmando que vai esperar a verificação das causas do acidente pela empresa, para tomar as medidas possíveis, evitando que o fato se repita.

O que vem acontecendo na CSN é o aumento alucinante do ritmo de trabalho e, conseqüentemente, do número de acidentes. Este ano já foi registrado a morte de um operário dentro da empresa. O sindicato não pode ficar refém das apurações da empresa. É necessário organizar os trabalhadores para que lutem contra o aumento do ritmo de produção e pela redução da jornada de trabalho.

A CSN acabou de anunciar a compra de uma siderúrgica na Espanha no valor de 1,1 bilhão de reais. A companhia já possui siderúrgicas em Portugal e EUA, além de outros países.

Para aumentar seu patrimônio, a empresa coloca em risco a vida dos trabalhadores em ambientes inseguros e insalubres, semelhante ao fato absurdo ocorrido em Volta Redonda, além de usar o método abominável do assédio moral diariamente.

A CSN já foi estatal, pagava bons salários, dava casa, cuidava da saúde dos seus trabalhadores e de suas famílias. Os mais antigos lembram com orgulho desse tempo.

Hoje tudo isso ficou para trás. Para combater as mortes no interior da siderúrgica e promover o desenvolvimento social e econômico da região e do país, o governo Dilma precisa reestatizar a CSN, dessa vez, sob o controle da comunidade, das associações de bairros, aposentados e dos operários da ativa. Deve fazer o inverso do que fez com os aeroportos do país com a sua privatização.

É isso que o povo pobre e os trabalhadores de Volta Redonda e da região Sul Fluminense exigem desse governo.