Universidade argentina inaugura museu da dívida externa

A Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade de Buenos Aires inaugurou, dia 28 de abril, o Museu da Dívida Externa. O intuito é mostrar à sociedade o estrago que os empréstimos causam à economia do país, em favor dos interesses do capital estrangeiro. A mostra, que faz um panorama da história da dívida argentina com ênfase nos anos que abrangeram a ditadura militar (1976-1983) período em que a dívida cresceu mais de 360%.

Segundo os organizadores, a mostra “Dívida Externa: Nunca Mais” pretende “gerar uma consciência coletiva, para que a sociedade esteja alerta sobre as decisões que tomam os governantes em matéria econômica”.

Pela força do tema, os responsáveis pelo projeto criaram formas divertidas dos visitantes entrarem nesse universo. No freezer e no forno da cozinha em miniatura, não há comida alguma. E ao colocar a mão em um buraco negro, as pessoas encontram a educação, a saúde e o emprego que foram engolidos pela dívida. Para não esquecer, quem comparece à exposição tem o braço carimbado com o valor da dívida externa argentina atual.

A idéia é que haja a sucessão de mostras, cada uma apresentando um aspecto diferente da dívida. Outra possibilidade é que a exposição visite outros países, visto que a questão do endividamento é um problema que afeta diversas nações.

A exposição acontece em um momento em que o governo argentino retoma o pagamento de juros ao FMI, depois de uma moratória e apesar dos inúmeros discursos do presidente Kirchner de independência frente aos organismos internacionais que saqueam o país e os povos do mundo.

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