Um plano anticapitalista de emergência para gerar emprego

Para resolver o problema do desemprego, é necessário direcionar a economia para as necessidades dos trabalhadores e não para o lucro dos patrões. Para tal, é preciso romper com o sistema capitalista e com a dominação imperialista, porque não existem argumentos que convençam os grandes industriais e banqueiros a abandonar seus lucros e propriedades. Um plano de emergência para terminar com o desemprego deve ter a combinação de quatro propostas:

  • Plano de Obras Públicas
    A construção civil, considerada como mão-de-obra intensiva, pode absorver parte considerável dos desempregados. Existe um déficit social de 5,4 milhões de casas populares, que poderia ser resolvido comeste plano. Para financiar este plano, que consumiria R$ 104 bilhões, é necessário romper com o FMI e não pagar as dívidas externa e interna, que consumiram R$ 145 bilhões do governo Lula, em 2003. Se aplicado por dois anos(R$ 290 bilhões), geraria milhões de novos empregos.

  • Jornada de 36 horas, sem redução salarial
    Esta mudança traria a geração de seis milhões de empregos, pelos cálculos dos sindicatos. Isto nada mais é do que a transferência parcial para os trabalhadores dos ganhos de produtividade das últimas décadas e seria pago com a redução dos lucros dos patrões.

  • Reforma agrária
    Existem quatro milhões e meio de famílias sem-terra no país querendo trabalhar. A barreira é a propriedade privada, desta vez, a da terra. Uma reforma agrária radical, com expropriação dos latifundiários, sem indenização, permitiria assentar as famílias, com crédito ao plantio e para construir moradias ao custo R$ 30 mil. Isso custaria R$ 135 bilhões.

  • Estabilidade no emprego
    Isso barraria as demissões. O custo da crise das empresas seria assumido pelos empresários e não pelos trabalhadores. Essa proposta não é uma utopia, mas uma necessidade imperiosa. Utopia é achar que se pode resolver o desemprego por dentro do capitalismo. É necessário enfrentar a dominação imperialista e seus defensores, como o governo Lula.

    Post author Eduardo Almeida, da Direção Nacional do PSTU
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