Trabalhadores da Johnson mantêm greve

Os trabalhadores da Johnson & Johnson entraram hoje, dia 7, no segundo dia de greve com 100% de adesão na unidade de São José dos Campos. A categoria exige que a empresa reabra as negociações da Campanha Salarial para discussão sobre reajuste, atualização do Plano de Cargos e Salários e readmissão dos três dirigentes sindicais demitidos logo após a greve de 24 horas deflagrada dia 30 de outubro.

A greve aprovada ontem em assembléia é por tempo indeterminado e abrange os 5 mil trabalhadores das áreas administrativas e de produção. A proposta de 9% de reajuste salarial foi rejeitada pelos trabalhadores, que reivindicam 17%. Um novo projeto de Plano de Cargos e Salários aplicado pela empresa reduz em 40% o piso salarial da produção. Enquanto a JJ não apresentar uma nova proposta, a categoria continuará com a paralisação.

Além da pauta da Campanha Salarial, os funcionários da JJ também exigem a readmissão dos diretores sindicais Wellington Luiz Cabral, Eder José da Costa e Sebastião Rubens de Morais.

As demissões revelam o desespero e a arbitrariedade desta multinacional. Foi um brutal ataque à organização sindical e ao direito de greve e faz parte da política do governo Lula de criminalizar a luta dos trabalhadores por meio de prisões, demissões, multas milionárias aos sindicatos e concessão de interditos proibitórios.

O SINDICATO E A GREVE são instrumentos de luta e defesa, portanto, uma necessidade dos companheiros que vivem do suor de seu trabalho. São direitos previstos na legislação brasileira e em tratados internacionais e nenhuma multinacional, por mais poder e influência que tenha, conseguirá, sem resistência dos trabalhadores, ignorar e desrespeitar estes direitos.

Estamos solidários ao Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas de São José dos Campos e Região e nos somamos a todos os trabalhadores da categoria, em especial aos trabalhadores da Johnson & Johnson, na luta contra a retirada de direitos e a redução salarial, pela retirada das punições e o imediato retorno dos dirigentes Sindicais demitidos a seus postos de trabalho.

  • Pelo respeito à organização dos Trabalhadores!
  • Contra a demissão e perseguição aos dirigentes Sindicais!
  • Pela readmissão imediata de todos os dirigentes sindicais demitidos!
  • Pela anulação de todos os processos judiciais que criminalizam a luta dos trabalhadores. Abaixo os interditos proibitórios!
  • Pelo direito de livre manifestação e organização!
  • Os trabalhadores não pagarão pela crise dos patrões e especuladores!