Trabalhadores da Bundy entram em greve por tempo indeterminado

Em assembléias na sexta-feira, 21, os trabalhadores da Bundy, em São José dos Campos (SP), decidiram entrar em greve por tempo indeterminado, até que a empresa apresente uma nova proposta para a Campanha Salarial deste ano.

Na quinta-feira, os trabalhadores do 1º e 2º turnos rejeitaram, em assembléia, a proposta da empresa que previa abono de R$ 800 (a ser pago em duas vezes, outubro e novembro) e reajuste de 7,44% para janeiro de 2008.

Até agora a empresa não fez nenhuma outra proposta, o que levou ao aumento da mobilização.

“A decisão de rejeitar as propostas mostra que os metalúrgicos estão cientes de que os patrões têm condições de conceder mais, pois estão produzindo e vendendo como nunca”, avaliou o vice-presidente do Sindicato, Renato Bento Luiz.

Produção em alta
Apesar da choradeira, as empresas estão vendendo e lucrando muito. O setor de autopeças (da qual a Bundy faz parte) tem acompanhado o crescimento das montadoras e também estão com a produção a todo vapor. Entre julho e agosto, o aumento nas vendas do setor foi de 31,1%.

Em outras empresas, o Sindicato segue realizando assembléias para apresentar as propostas dos grupos patronais de autopeças apresentado pela Fiesp (reajuste de 7,44% a partir de 1º de setembro) e eletroeletrônico (6,8% retroativo a 1º de agosto).

Os trabalhadores das empresas Sadefem (Jacareí), Heatcraft e Hitachi, todas do setor de eletroeletrônicos, também rejeitaram as propostas da Fiesp e estão em estado de greve, aguardando que as empresas melhorem os índices.