Temos que construir nos próximos 20 anos, uma matriz energética confiável

Princípio primordial: fim da ganância por lucroA primeira metade da era do petróleo já chegou ao fim, o que explica, em parte, a atual crise econômica e financeira que o mundo capitalista imperialista enfrenta. Petróleo e gás natural deverão diminuir durante a segunda metade da era do petróleo, devido à redução natural.

O capitalismo imperialista empurra cada vez mais a humanidade para a beira do abismo. As crises do petróleo não são mais provocadas pelas políticas terroristas do capitalismo imperialista na gangorra da oferta e da procura, tentando reverter o processo inevitável da queda contínua da taxa de lucro.

Quanto mais desemprega, quanto mais arrocha salários, quanto mais arranca direitos trabalhistas e sociais, mais o capitalismo imperialista se afunda, puxando a imensa maioria da humanidade para o fundo do abismo.

As predadoras “Big Oil”, multinacionais do petróleo (British Petroleum, Chevron, Conoco Philips, Exxon-Mobil e Shell), que corrompem os governos de todas as nações e promovem guerras, arrasam as reservas mundiais de petróleo e gás natural e aumentam estratosfericamente o preço do barril de petróleo e do botijão de gás de cozinha.

O ser humano enfrenta, agora, um enorme desafio de readaptação com o esgotamento do petróleo e do gás natural, cujo preço do barril e do botijão cada vez ficará mais caro. Isso determina a extrema diminuição da riqueza e o aumento do já imenso mar de miséria espalhado pelo mundo.

É evidente que a demanda por energia renovável vai crescer muito nos próximos anos, embora não substitua os combustíveis fósseis (petróleo e gás natural) como tal. Hoje, as energias renováveis, incluindo a energia hidráulica, respondem por não mais que 13% do consumo de energia do mundo.

Espalhados pelo mundo, há 439 reatores nucleares localizados em 31 países, causando enormes estragos aos seres vivos do planeta; 284 reatores de pesquisa, em 56 países; e 220 reatores para navios submarinos. A energia nuclear com poder de alta destruição não é uma alternativa certa para tentar garantir a sobrevivência da espécie humana na Terra.

O tesouro petrolífero recém-descoberto sob as profundezas do Oceano Atlântico do litoral brasileiro deve ser gasto na construção, nos próximos 20 anos, de uma matriz energética confiável.