SP: Haddad (PT) corta o ponto dos profissionais da Educação, mas greve continua firme

Manifestação em São Paulo nesse dia 20

A greve da educação municipal em São Paulo começou no dia 23 de abril e enfrenta mais uma vez o modo petista de governar de Fernando Haddad. No início, o PT apostou na manobra de anunciar um abono complementar para dividir os professores e jogar a população contra a greve. A alegação de que eles já têm neste ano 15,38% de aumento e que o piso inicial seria de R$3 mil só fez enfurecer ainda mais a categoria. Nos protestos há muito apoio popular quando se canta “População, vamos acordar, um professor vale mais do que o Neymar”.

A resposta às manobras do governo foram passeatas gigantescas na semana passada, com mais de 20 mil manifestantes pelas principais avenidas da cidade, Avenida Paulista e Vinte de Três de Maio. Os professores e funcionários das escolas levam seus cartazes, bandeirões e faixas comparando os gastos dos governos com a Copa e a falta de investimento na Educação. A prefeitura de São Paulo, por exemplo, concedeu R$ 41 milhões de isenções fiscais que favoreceram as empreiteiras da Copa.

Intransigência
O governo se recusa a atender às necessidades da Educação, como a incorporação do abono ao salário, a redução de alunos por turma, a construção de creches, a isonomia entre ativos e aposentados e o quadro completo de funcionários nas escolas. Mas enquanto isto investe em publicidade mostrando como gastou os recursos públicos no entorno do estádio que sediará o primeiro jogo da Copa no dia 12 de junho.

Como Haddad não conseguiu jogar a população contra a greve, está apostando agora no corte de ponto dos profissionais da Educação. Porém, mais uma vez, os educadores dão uma lição no governo. Nesse dia 20 de maio mais de 15 mil manifestantes aprovaram a criação de um Fundo de Greve, cuja primeira contribuição será feita com o repasse do sindicato que iria para a CUT.

Após a assembleia no MASP, o protesto seguiu pela Rua da Consolação e terminou em frente a Prefeitura. A cidade de São Paulo, que já estava parada com a greve dos motoristas e cobradores de ônibus, viveu mais um dia de protestos da Educação. E os educadores terminaram o seu dia deixando um recado ao Prefeito “Se a Educação não melhorar, a cidade vai parar. E se o salário não subir, o Haddad vai cair”.

É um absurdo que o PT tente coagir a greve da Educação com o corte de ponto e a ameaça de desconto dos dias parados. A militância do PSTU que constrói os comandos de greve segue firme chamando a unidade da nossa luta com a de todos os trabalhadores e jovens da cidade de São Paulo”, afirma Lourdes Quadros, professora municipal, militante do PSTU e dirigente da CSP Conlutas.

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