Sindicato derruba sentença que adiou eleição em São José dos Campos

Votação está garantida. Comissão se reúne nesta quarta, às 18h, com as chapasO Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região conseguiu, na tarde desta quarta-feira, derrubar a sentença judicial que no inicio da semana adiou a eleição da diretoria. Com isso, está garantida a realização das eleições que vão definir a próxima direção da entidade, de 2006 a 2009.

A decisão foi do juiz Flávio Nunes Campos, da 15ª Vara do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Campinas.

O juiz reconheceu a legitimidade da Comissão Eleitoral e a transparência e democracia no processo eleitoral.

Segundo o despacho, a Comissão “foi aprovada pela maioria absoluta dos presentes, reforçando o seu caráter soberano…” e que “a Comissão Eleitoral se mostrou democrática nos seus atos e o adiamento poderá resultar em grave lesão de difícil reparação”.

A Comissão Eleitoral irá se reunir às 18 horas para definir o início da eleição. As duas chapas já foram convocadas.

Adiamento ocorreu na terça
No ultimo dia 21, terça-feira, o juiz Wilson Candido da Silva, da 4ª Vara do Trabalho de São José dos Campos, adiou a eleição do Sindicato, marcada para esta quarta e quinta-feira, dias 22 e 23. O pedido de cancelamento das eleições foi feito pela Chapa 2, ligada à CUT.

“A decisão anterior foi contra a vontade da categoria. Por isso, o Sindicato recorreu para garantir a realização das eleições, definida pela Comissão Eleitoral, eleita pelos trabalhadores em assembléia”, disse o presidente do Sindicato, Luiz Carlos Prates, o Mancha.

Foi a primeira vez que a Justiça interveio na eleição do Sindicato dos Metalúrgicos. Essa atitude vai contra a tradição democrática da entidade e desrespeita o Estatuto da entidade.

A liminar do juiz determinava a suspensão da eleição e a formação de uma nova Comissão Eleitoral, sem realização de assembléia. A decisão foi totalmente equivocada e um desrespeito aos trabalhadores metalúrgicos.

De acordo com o Estatuto do Sindicato, a Comissão Eleitoral deve ser eleita pelos trabalhadores, em uma assembléia específica para esse fim. Isso ocorreu no dia 23 de novembro com uma grande assembléia no Sindicato.

Processo democrático
Desde a eleição da Comissão, que deu largada às eleições, tudo tem sido feito de forma transparente e democrática, como é tradição do Sindicato.

Os documentos do processo eleitoral, como a quantidade e o itinerário das urnas, o número de votantes, o modelo de cédula e a listagem dos sócios foram entregues às duas chapas.

“Para garantir a democracia, todos os documentos foram entregues com antecedência, inclusive antes do prazo determinado pelo Estatuto”, explica um dos membros da Comissão Eleitoral, Francisco Assis Cabral.

Segundo Cabral, várias reuniões foram realizadas com a participação das duas chapas e tudo foi registrado em ata. “Garantimos também a igualdade na indicação de mesários e fiscais durante a coleta e apuração dos votos, para que as duas chapas acompanhem a eleição garantindo a lisura do pleito”, disse.

“Agora vamos garantir a realização das eleições, para que a vontade dos trabalhadores seja respeitada”, afirma o presidente do Sindicato Luiz Carlos Prates, o Mancha.