Seminário unifica trabalhadores da construção civil do Pará

Representantes de mais de 10 sindicatos de trabalhadores do setor da construção civil, reuniram-se no último dia 17 em Belém para planejarem a unificação da campanha salarial. O sindicato de Belém e Ananindeua, dirigido pela Conlutas, foi um dos principais responsáveis por este vitorioso evento que contou com cerca de 100 operários eleitos nos vários canteiros de obra da cidade e outras dezenas de sindicalistas de todo o estado.

Ativistas de outras categorias estiveram prestigiando o evento, através de várias saudações como a do professor Abel Ribeiro, representante da Oposição Alternativa Conlutas na Educação, que enfrenta uma dura greve contra o governo Ana Júlia; e a Coordenadora Geral do Sindicato dos servidores da UFPA, Ângela Azevedo.

No seminário foi discutido o grande crescimento econômico que a construção civil vem atingindo no Pará, a intensificação da competição entre as empresas e a reestruturação produtiva cujo resultado é um aumento brutal da exploração através das metas de produtividade, baixos salários, terceirização, desrespeito aos direitos trabalhistas e causa uma série de doenças e acidentes devido ao ritmo frenético de trabalho. Só em Belém foram contabilizadas 11 mortes em acidentes em 2007.

Enquanto o crescimento econômico e as obras do PAC de Lula jogam milhões nos bolsos das grandes empresas, aos operários resta o trabalho exaustivo e salários que mal garantem a alimentação de suas famílias.

Os participantes do seminário sabem que não será fácil arrancar dos patrões as reivindicações aprovadas. No entanto, já iniciamos esta campanha com muito mais força, pois conseguimos unificar os trabalhadores do estado e, caso seja necessário, vamos parar todo o Pará, dos luxuosos prédios da capital até os grandes projetos da Vale no interior do estado.

O seminário revigorou a disposição de luta de todos os presentes. A patronal e seus governos que se preparem, pois os operários estão cansados de arcar só com a parte ruim do crescimento econômico. Os patrões dizem ser loucura lutar por algum reajuste além de 8% ou 9% de um servente de obra que ganha R$415,00 por mês. Mas os trabalhadores exigem um crescimento real de seus salários.
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