Seminário de formadores em Fortaleza fez fortes críticas ao governo Lula

Nos dias 13 e 14 de julho, ocorreu em Fortaleza o seminário de formadores para a campanha do Plebiscito Popular 2007. Representantes de 14 municípios, de movimentos sociais, pastorais, sindicatos e partidos políticos discutiram os quatro temas da consulta que acontece nos 1º a 7 de setembro.

Renato Roseno, do PSOL e ex-candidato ao governo do Estado pela Frente de Esquerda, abriu o debate sobre conjuntura, pautando a necessidade de discussão sobre os destinos da esquerda no Brasil. O debate sobre a tarifa de energia cobrada no país foi conduzido pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) com um questionamento profundo sobre a própria matriz energética brasileira e o papel nefasto do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) de Lula, que está por trás das obras do rio São Francisco, Madeiras e tantas outras que estão por vir. Fábio José, dirigente do PSTU, apresentou o tema sobre a reforma da Previdência, desmascarando as mentiras e deixando claro que é preciso ter em mente contra quem se está lutando.

Por fim os temas “Vale do Rio Doce” e “Dívida Externa” foram apresentados pelo Padre Álvaro, do Grito dos Excluídos. Nesse ponto, a convergência entre todos os temas ficou cristalina, apresentando-se o projeto de colonização do imperialismo como pano de fundo para todos os ataques que o plebiscito enfoca.

O seminário foi marcado por uma crítica explícita ao governo Lula. Foi denunciada, inclusive, a ocupação do Haiti comandada pelo Exército brasileiro. Várias entidades e ativistas presentes assinaram a “Carta ao Povo Haitiano”. Todos saíram muito dispostos para arregaçar as mangas e fazer do plebiscito um sucesso, compreendendo que o mesmo é só uma ferramenta de conscientização para as grandes lutas que teremos de construir.

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