Segundo dia: nada será como antes em Honduras

Acompanhe a reportagem sobre a resistência ao golpe de Estado, enviada por uma delegação que está em Honduras. Desde o dia seguinte ao golpe, formou-se na Costa Rica o Movimento de Solidariedade ao Povo Hondurenho. O Movimento ao Socialismo (MAS), seção oficial da LIT-QI na Costa Rica, participa desde o início das atividades do comitê, com a firme certeza de que a atitude dos revolucionários da América Central deve ser assumir para si qualquer luta que ocorra nos cinco países da região que foram artificialmente divididos. Neste momento, uma delegação se encontra em Honduras, levando solidariedade e participando da resistência. Estas são as primeiras notícias que eles nos enviam desta importante luta democrática, antioligárquica e antiimperialista.

  • NOTA:
    1. É claro, no processo de possíveis saídas negociadas, que cumpre um papel fundamental a mediação pró-imperialista do presidente Arias, que já tem levantado a consigna de governo de reconciliação nacional, que consistiria em duas opções: ou num governo de transição, apoiado na Corte Suprema de Justiça, ou num regresso condicionado de Mel Zelaya, isto é, afastado da Alba, sem o projeto de quarta urna, e com a anistia para ambos os lados. Estas saídas são incômodas para os golpistas, sobretudo para as forças armadas. Outra opção pela qual se decantariam os golpistas é um governo de reconciliação sem Zelaya, em que ele possa regressar e ser anistiado dos supostos delitos políticos, mas que seja julgado pelos delitos de corrupção. Como se vê, os cenários são múltiplos e variáveis. Evidentemente, para os revolucionários, a melhor saída é que o movimento popular consiga através de sua ação independente uma quebra total do regime e uma convocação à Assembleia Nacional Constituinte sobre as ruínas do velho regime, apoiado nas organizações populares. Para conseguir isto, é evidente que é preciso forjar uma força política ampla, orientada pela independência de classe e a meta socialista.