Reta final para a eleição do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos

Logo da Chapa 1

Está em curso uma das eleições sindicais mais importantes do país, na região do Vale do Paraíba. Entre 29 de fevereiro e 1º de março, os metalúrgicos de São José dos Campos e Região escolherão a nova diretoria do seu sindicato, para o período de 2012 a 20Neste ano, apenas duas chapas estão inscritas. A Chapa 1, da CSP-Conlutas, e a chapa 2, da CTB (Central dos Trabalhadores do Brasil). A convenção da Chapa 1, no dia 14 de janeiro, mostrou a importância da democracia operária na escolha dos nomes e do debate de programa. Os metalúrgicos formaram uma chapa representativa, composta por 41 membros das principais fábricas, como GM, Embraer, TI-Automotive, Heatcraft, Hitachi, Eaton, Avibras, MWL, Wirex Cable e Swisbras.

O candidato a presidente escolhido foi Antonio de Barros, o “Macapá”, operário da General Motors. O candidato a vice-presidente é Herbert Claros, da Embraer. Os dois são militantes do PSTU.

Além da construção democrática e representativa, a Chapa 1 expressa a continuidade de um projeto de sindicato comprometido com a defesa rigorosa dos direitos dos metalúrgicos, voltado para os interesses imediatos e históricos dos trabalhadores.

Formada por diretores e cipeiros de grande prestígio na base, a Chapa 1 é uma fusão de experiência com a renovação, reunindo ainda novos ativistas, que refletem a juventude e a organização de base do sindicato.

Na raiz do programa da Chapa 1 está a tradição de lutas, mobilizações, independência de classe, democracia operária e internacionalismo. Marcas que fizeram do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região uma referência nacional para o movimento operário combativo e a própria CSP-Conlutas. É essa tradição operária e história de lutas que a Chapa 1 defende nas eleições.

Chapa 2 é apoiada pelos patrões
A Chapa 2 é formada por candidatos provenientes de outras centrais, que foram derrotados nas últimas eleições. Agora se agruparam na CTB como forma de lançar uma cara nova que não esteja associada à velha burocracia defensora do Banco de Horas na região. Mudou a face, mas a essência continua a mesma.

No contexto das eleições, os patrões, a grande imprensa e a prefeitura de São José dos Campos, do PSDB, estão em verdadeira campanha contra o Sindicato. Quase todos os dias a imprensa local cospe matérias e artigos que tentam atingir o sindicato através da criminalização das lideranças do Pinheirinho, particularmente contra um de seus coordenadores, Valdir Martins, o Marrom, que também é diretor do sindicato.

Outro forte ataque parte do prefeito Eduardo Cury, do PSDB, que desde novembro está aterrorizando a população e os trabalhadores com a idéia de que enquanto a atual diretoria continuar no sindicato, nenhuma empresa investirá na cidade. Essa cantilena é repetida constantemente pelo empresariado da região.

Mas a ofensiva mais dura está partindo da GM, que está demitindo a conta-gotas os trabalhadores, buscando criar um clima de terror na fábrica, na covarde e desesperada tentativa de dividir os trabalhadores e amedrontá-los às vésperas das eleições sindicais.

Vários chefes e supervisores usam broches e camisetas da chapa da CTB, procurando com isso intimidar os trabalhadores a votarem na chapa preferida pela GM. Há relatos de trabalhadores que foram assediados pelos chefes a não votar na chapa do Sindicato, sob risco de “fecharem a fábrica”. Com isso a chefia da GM transformou-se no principal cabo-eleitoral da oposição ao Sindicato na fábrica.

Todo apoio à Chapa 1
O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região possui uma enorme importância para a região e as lutas dos trabalhadores do país. Durante anos esteve presente nas lutas decisivas dos trabalhadores no Brasil e se somou a diversas iniciativas em defesa dos trabalhadores de outros países.

Este é um momento decisivo para defender esse instrumento de luta a serviços dos interesses dos trabalhadores, que têm resistido a diversas tentativas de retirada de direitos e rebaixamento salarial, ao contrário do que ocorre em outras regiões, onde os sindicatos são dirigidos pela CUT e CTB.

É hora das entidades combativas, classistas e independentes e dos ativistas se somarem na defesa desse importante instrumento de luta, apoiando política e financeiramente a Chapa 1.

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