Rebelião de base na Educação de Recife (PE)

Os trabalhadores em educação de Pernambuco iniciaram sua campanha salarial em fevereiro. A Articulação e PCdoB, que dirigem o SINTEPE (Sindicato dos Trabalhadores da Educação), evitaram qualquer enfrentamento com o governo Jarbas Vasconcelos (PMDB), mesmo diante do brutal arrocho salarial e da proposta de 4% de reajuste nos salários.

A irritação com o governo e a burocracia da CUT teve o ápice numa assembléia com mais de três mil trabalhadores, que defendiam a greve.

Ana Lins, candidata à prefeita em Olinda pelo PSTU, única representante da oposição na comissão de negociação denunciou os acordos feitos pelas costas dos trabalhadores e propôs a greve geral para recuperar as perdas de 62%. Mesmo perdendo a votação, a direção declarou sua proposta como vencedora. Depois deste golpe, a categoria invadiu a mesa da assembléia e o presidente do sindicato, Fernando Melo, do PT, fugiu do local.

A oposição convocou uma reunião para continuar a luta e construir uma nova direção, alternativa à CUT.

Post author Kelly Cristina, de Recife (PE)
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