Foto Divulgação

PSTU-Curitiba

O governador do Estado do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), anunciou nesta segunda-feira (15) a venda das empresas Copel Telecom e Companhia Paranaense de Gás (Compagas). Diz ele que “estamos organizando para deixá-las bem atrativas, bem bonitas, pra vir o mercado” e “vamos deixar para as multinacionais”. Isso é um absurdo! O carro chefe desta gestão está sendo o avanço da privatização dos serviços públicos – não à toa o comunicado formal foi realizado para o Grupo de Líderes Empresariais do Paraná (Lide).

A privatização significa vender a preço de banana o que foi construído com dinheiro público. Deixa de ser do povo para ser dos empresários. Os serviços básicos como água e luz não podem dar lucro. Se privatiza, o preço sobe e a qualidade piora. Os trabalhadores atuam em condições ainda piores, sem garantia de emprego e direitos trabalhistas, ou seja, para a população e os trabalhadores é somente incertezas e precariedade, já para os empresários lucro total. O governo de Ratinho Jr. está a serviço dos grandes empresários.

Em cem dias de gestão, Ratinho avaliou seu governo como ótimo, mas para nós trabalhadores seus dentes já estão à amostra. Com o discurso de que o Estado não deve competir com as empresas multinacionais e que isso demanda muita energia, o governador lança mão das grandes geradoras de emprego do estado. A papagaiada que sustenta isso é que é preciso focar no que realmente interessa como saúde, educação e segurança.

Realmente, é preciso atender as demandas mais básicas da população, contudo, não faz sentido vender as grandes companhias públicas para o setor privado, sendo a Telecom a mais bem avaliada companhia de banda larga do país, com lucro em 2018 de R$ 500 milhões. Apesar da declaração pública do presidente da Copel, Daniel Slaviero, de que o setor de energia não será privatizado, nada impede que isso ocorra. Iniciativas de privatização da Copel e Sanepar não são novidade para os paranaenses, a mais recente, em 2017, o tucano Beto Richa (agora preso) ensaiou vendê-las. E antes mesmo lutamos, em 2001, contra as investidas do então governador Jaime Lerner.

O argumento que sustenta essa farsa é o de que os caixas do Estado estão mais enxutos do que o declarado pela antiga gestão. Essa desculpa, contudo, é frágil e cai por terra quando analisamos as prioridades do governo do estado.

Veja os planos do governador para esse ano:

  1. Redução de ICMS: Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) é a política aplicada desde o Governo Federal às prefeituras do país todo, que isentam ou reduzem as grandes empresas das responsabilidades tributárias. O que, na prática, atinge diretamente o bolso do trabalhador, que precisa compensar o valor. Exemplo disso é o aumento da tarifa de ônibus na capital do estado, onde o prefeito Greca (PMN) alegou que o aumento da tarifa técnica envolvia os gastos com diesel. Mas o que ele não contou é que o bolso do trabalhador é atingido porque as empresas privadas tiveram que começar a pagar os impostos sobre o diesel, ou seja, para aliviar o empresário os governos dão essa conta para nós;
  2. Os servidores estaduais não terão reajuste salarial em 2019. Apesar de alegar que isso será estudado nos próximos anos, é um absurdo quando olhamos para os professores e funcionários da rede pública que sofrem com o sucateamento das escolas, condições precárias de trabalho e ainda com salários ínfimos. Lembrando que o governador no início desse ano realizou um grande evento com todos os diretores de escola do Paraná e afirmou que aumentaria as gratificações, mas que os resultados do IDEB* deverão aumentar. Como aumentar o índice de desenvolvimento da educação básica diante da precarização do ensino com as medidas adotadas pelo governo do estado em sintonia com o governo federal?

    Para o governador, lidar com o serviço público é fazer “média política”. Indo de encontro à política do governo Bolsonaro de não alimentar o serviço público com novos concursos.

  3. Rodovias e obras no litoral estão em pauta, mas com foco na privatização de mais de mil quilômetros de estradas. Além disso, tudo vale para otimizar o lucro, pois a proposta de um novo acesso entre litoral e um porto particular que custará em média 270 milhões está em trâmite, mesmo o projeto tendo parado na Justiça devido ao alto impacto na Mata Atlântica.

Rumo à greve geral, dia 29 de abril é greve no Estado!
Esse governo conta com a aparência jovem, chega com o discurso de uma nova política para o Estado, mas é mais do mesmo, vindo de uma família latifundiária que sabe como manter seus interesses.

Aqui no Paraná devemos unificar as lutas contra a privatização dos serviços públicos e a reforma da Previdência. Nossa saída é a construção de uma grande greve geral no país. Passo importante para o fortalecimento das lutas no estado é fazer do dia 29 de abril um grande dia de greve. Marcado pela violência policial contra os profissionais da educação, 29 de abril torna-se uma data de resistência contra a intransigência e a brutalidade daqueles que se propõe a lucrar acima de todos. O então governador na época, Beto Richa, hoje vê o sol nascer quadrado. Mas não devemos nos enganar, todos que estão para gerenciar o capitalismo são nossos inimigos.

Ratinho, assim como Bolsonaro, governa para os ricos e poderosos. Assim são os governos sob o capitalismo. Entra e sai governo, todos atacam. Será assim enquanto viver no capitalismo, sistema que coloca o lucro acima de tudo. Não à toa Bolsonaro é conhecido por tocar a política “lucro acima de tudo e os banqueiros acima de todos”. A reforma da previdência evidencia isso.

Para derrotarmos a intensiva da privatização dos setores públicos, a reforma da Previdência e todos os ataques que estão sendo jogados nas costas dos trabalhadores, da juventude, e do povo pobre e periférico, é necessário construir uma greve geral nesse país, toda unidade para lutar contra Bolsonaro e seus mandantes. Rumo à greve geral!

Mas nenhuma confiança em saídas que tentam administrar o capitalismo ou torná-lo mais humano, como muito fez PT em seus treze anos de governo, e ainda agita essa política. Qualquer projeto diferente de um governo socialista dos trabalhadores, operário e popular, construído através de Conselhos Populares é um engano. Precisamos derrotar o capitalismo!

Os ricos que paguem pela crise!

Unidade para lutar! Rumo à Greve Geral!

Não à reforma da previdência!

Nenhuma privatização!

Reestatização das Estatais privatizadas, sem pagar nada aos donos, sob controle dos trabalhadores e das comunidades, a começar pela Vale.

Por um governo socialista dos trabalhadores, operário e popular, que governe através de Conselhos Populares!