Quatro metalúrgicas permanecem em greve em São José dos Campos

Lutas da campanha salarial são intensificadas nos setores de autopeças e aeronáuticoQuatro fábricas metalúrgicas de São José dos Campos permanecem em greve nesta segunda-feira, dia 28, pela campanha salarial. Juntas, essas empresas somam cerca de mil trabalhadores parados desde sexta-feira. Em todas as fábricas houve assembleias nas entradas de turnos hoje pela manhã, quando os metalúrgicos aprovaram a continuidade da mobilização.

Estão em greve os trabalhadores da TI Automotive (antiga Bundy), Sobraer, Sopeçaero e Pesola. As três últimas são fornecedoras da Embraer.

Os trabalhadores do setor aeronáutico exigem o início imediato das negociações da Campanha Salarial, considerando setembro como data-base. O grupo patronal do setor aeronáutico, liderado pela Embraer, insiste em manter novembro como data-base, ao contrário de todo setor metalúrgico.

Na TI Automotive, do setor de autopeças, os trabalhadores rejeitaram a proposta de 7% de reajuste salarial mais abono de R$ 900 para outubro. Como contraproposta, os metalúrgicos propõem reajuste de 8,3% mais R$ 1.300 de abono ou um reajuste total de 10%.

Uma nova negociação entre o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (Conlutas) e a empresa deve acontecer ainda nesta segunda-feira.

Escalada de greves
Com o fim das negociações nos setores de autopeças e eletroeletrônicos, os metalúrgicos deram início a uma escalada de greves na região de São José dos Campos, que inclui Jacareí, Caçapava, Santa Branca e Igaratá.

Nas últimas reuniões, os grupos patronais ofereceram apenas 6% de reajuste. A proposta foi rejeitada pelos Sindicatos de São José dos Campos, Campinas, Limeira e Santos na própria mesa de negociação.

“Os patrões estão jogando pesado contra os direitos dos trabalhadores. Mas os metalúrgicos não vão abaixar a cabeça. Ao contrário, estamos nos fortalecendo a cada dia para enfrentar a intransigência patronal. A partir de agora, as greves vão ser deflagradas em todos os setores que não aceitarem as reivindicações dos trabalhadores”, afirma o diretor José Donizetti de Almeida.