PSTU lota auditório em Maceió para debater a crise

O tema foi debatido por dois historiadores; a atividade reuniu cerca de cem pessoasNa noite de quinta-feira, 2, no auditório da Biblioteca Central da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), o PSTU-AL reuniu cerca de cem pessoas para discutir os impactos da crise econômica mundial na vida dos trabalhadores brasileiros. Com o tema “Capitalismo em crise: repercussões no Brasil”, a atividade contou com as exposições dos historiadores Gustavo Pessoa e Fabiano Duarte.

As palestras tiveram como objetivo analisar o atual cenário econômico, social e político no Brasil. Diante de uma plateia atenta, os palestrantes discutiram as causas e as consequências da crise e denunciaram as medidas adotadas até agora pelo governo Lula. O historiador Fabiano Duarte iniciou sua apresentação explicando como funcionam os ciclos de expansão e retração da economia capitalista. Ele afirmou que a anarquia da produção do capitalismo, baseada numa competição desenfreada, leva o sistema a crises de superprodução.

“As mercadorias que não são consumidas fazem os lucros dos capitalistas despencarem. Foi o que Marx chamou de lei da queda da taxa de lucro. Essa lei geral é inexorável, é um fantasma para a burguesia”, explicou Fabiano. Ele lembrou, ainda, o papel de salva-vidas do Estado diante das crises do capitalismo. E concluiu dizendo: “É preciso derrotar o estado burguês e caminhar para o socialismo”.

O professor e historiador Gustavo Pessoa, que é militante do PSTU, reafirmou a natureza contraditória e desumana do sistema, afirmando que “o capitalismo não está em crise, ele é a própria crise”. Gustavo denunciou as medidas do governo Lula que beneficiam empresários e descarregam os prejuízos da crise sobre os trabalhadores. “A crise se inicia na esfera econômica, mas seu desenlace se dará na esfera política, na luta de classes. É por isso que os trabalhadores precisam responder politicamente à crise”, defendeu o historiador.

Gustavo ainda criticou o papel traidor que cumprem as centrais sindicais governistas. “São dirigentes sindicais da CUT, da Força Sindical, da CTB que negociam os salários e direitos dos trabalhadores com os patrões. Nossa luta não pode avançar se nossos representantes sentam para negociar com aqueles que nos exploram”, concluiu.