Próximos passos da Campanha Contra a Alca

Só o povo mobilizado pode derrotar a AlcaA última reunião da Coordenação Nacional da Campanha Contra a Área Livre Comércio das Américas (Alca), realizada no dia 19 de junho, em São Paulo, definiu os próximos passos da Campanha, que devem ser ratificados no Encontro Nacional de
Formadores, que ocorrerá de 16 a 18 de julho, no Rio de Janeiro.

Se, na arena internacional, devido às eleições nos EUA, as negociações da Alca estão em compasso de espera, elas serão aceleradas depois das eleições, seja por republicanos ou democratas.

No Brasil do governo Lula, por sua vez, segue a toque de caixa a implementação do projeto de recolonização imperialista. Enquanto espera novas rodadas de negociações da Alca, o governo acabou de avançar num acordo com a União Européia nos mesmos termos da Alca, sem sequer dar “transparência” às tais negociatas. Além disso, não dá a menor bola à reivindicação de realização de plebiscito oficial para outubro de 2004. Lula vem ignorando a Campanha.

Para nós, não resta dúvidas de que o governo brasileiro defende a Alca e, se depender dele, o Brasil será recolonizado. Por isso, quem pode derrotar a Alca são os trabalhadores e o povo mobilizados contra o imperialismo, a burguesia e o governo.

A coordenação decidiu produzir uma carta de denúncia sobre a não-convocação do plebiscito oficial; indicar participação massiva da campanha no Grito dos Excluídos; realizar ações simbólicas no dia 3 de outubro, com o slogan “Meu voto é contra a Alca”, orientando a confecção de pirulitos e camisetas. Nesse dia, o protesto será contra a não-convocação do plebiscito. Também ficou indicada a organização de uma grande passeata contra a Alca no Fórum Social Mundial, em janeiro de 2005.

É possível ainda, que, depois das eleições dos EUA, seja marcada a reunião continental dos ministros no Brasil, como anteriormente estava previsto. Caso ocorra, a campanha pretende construir um verdadeiro “Seattle” brasileiro na mesma data.

O Curso de Formadores, que ocorrerá no Rio de Janeiro, não debaterá apenas a conjuntura do país, e novos modelos de cartilha e de carta, mas, também, deliberará sobre o calendário de lutas e iniciativas políticas da Campanha. Daí, sua importância.
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