Protesto contra corrupção reúne cinco mil em Maceió

Militante do PSTU fala no encerramento do ato
Lara Tapety

Deputados estaduais desviaram R$ 280 milhõesNesta terça-feira, dia 19, cerca de cinco mil pessoas sacudiram as ruas da capital alagoana exigindo o fim da corrupção na Assembléia Legislativa e a severa punição de todos os corruptos. O ato, organizado pelo Movimento Social Contra a Criminalidade (MSCC), contou com a presença de estudantes, trabalhadores, movimentos pela terra, sindicatos e partidos políticos.

A marcha percorreu mais de 4 km e foi encerrada no prédio da Assembléia Legislativa. Depois de vários discursos, as escadarias do edifício foram lavadas, em um ato simbólico.

O MSCC foi formado para mobilizar os trabalhadores contra a corrupção que tomou conta de Alagoas. No final do ano passado, os trabalhadores alagoanos assistiram a mais um grande caso de corrupção. A operação Taturana, da Polícia Federal, mostrou que vários políticos do Estado desviaram cerca de R$ 280 milhões dos cofres da Assembléia Legislativa. Entre os partidos envolvidos no escândalo de corrupção estão DEM, PMN, PSDB, PSB, PTB e PTdoB.

A Conlutas integra o movimento e esteve presente no ato de terça-feira. Organizados em uma coluna, os militantes da Conlutas carregaram uma enorme faixa com os dizeres “Cadeia para os corruptos! Nenhuma confiança na Assembléia Legislativa!”. Entre as palavras-de-ordem cantadas, podia-se ouvir a seguinte: “Trabalhador! Não dê bobeira. Os deputados já bateram sua carteira!”.

Durante toda a manifestação, a Conlutas não pediu somente o afastamento dos corruptos da mesa diretora da Assembléia e a cassação de seus mandatos. Exigiu também a prisão de todos os envolvidos e o confisco de seus bens.

Eles são todos iguais!
O PSTU também esteve presente no ato denunciando todos aqueles que representam os patrões e estão comprometidos com a corrupção. Em um discurso na frente da Assembléia Legislativa, Gustavo Pessoa, militante do PSTU, denunciou a corrupção como um mal existente em todas as esferas de governo. “Não podemos nos esquecer, companheiros, de que a corrupção também está presente no governo federal”, em uma referência aos escândalos do Mensalão e, agora, do cartão corporativo. Gustavo ainda reforçou a importância de manter a mobilização dos trabalhadores para que os culpados fossem de fato punidos.