Professores e funcionários das estaduais paulistas fizeram forte paralisação

Ato no dia 24 de maio

Diante de recrudescimento dos reitores na negociação, funcionários e docentes discutem indicativo de greveTeve início em maio a campanha salarial dos docentes e funcionários das universidades estaduais paulistas. A principal reivindicação é um reajuste salarial de 10,87%, além de mais verbas para as universidades, entre outros pontos da pauta unificada. Na primeira negociação com o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas), os reitores apresentaram uma absurda proposta de reajuste em outubro, no valor de 0% a 4%, conforme o aumento na arrecadação do ICMS, de onde provêm os recursos para as universidades paulistas. Segundo dados do próprio Cruesp, há um crescimento estimado em mais de 13% para o ICMS de São Paulo, o que significa que existem recursos para um reajuste maior para os professores e funcionários.

Na negociação de 24 de maio, o Cruesp melhorou sua proposta, mas ela ainda era insuficiente, de acordo com a avaliação do Fórum dos Seis e das assembléias da categoria. A nova proposta só ocorreu com a pressão da paralisação forte que ocorreu no dia 24 e apontou um avanço. Os reitores propuseram um reajuste de 5% em maio e 2,8% em outubro, totalizando 7,94%. A proposta ainda significaria um confisco evidente dos salários. Isso porque ela está aquém dos 10,87% de perdas acumuladas desde maio de 2001.

No dia 1º de junho, houve então uma nova paralisação nas universidades para pressionar a rodada de negociações com o Cruesp que ocorreu no mesmo dia. Também no dia 1º, ocorreu um ato conjunto das três universidades paulistas (USP, UNESP e Unicamp) na Assembléia Legislativa para defender mais recursos para as universidades públicas e um ato na Reitoria da Unesp (Alameda Santos, esquina com Brigadeiro Luiz Antonio).

Nessa negociação do dia 1º, o Cruesp endureceu e manteve a mesma proposta, encerrando unilateralmente as negociações. Os reitores disseram que não vão mais discutir mais sobre o reajuste e marcaram uma próxima reunião para o dia 14, para discutir os outros itens da pauta de reivindicações. Diante da intransigência do Cruesp, os funcionários e docentes realizarão assembléias de 2 a 7 de junho na base da categoria para discutir um indicativo de greve e as próximas ações do movimento.