Professores de São Paulo vão às ruas

O Conselho de Representantes da Apeoesp, dia 21 de março, estava polarizado para a eleição dos delegados para o Congresso da CUT. Mesmo contra a disposição da Articulação Sindical, um dos pontos mais importantes da reunião foi a discussão da campanha salarial, que teve como eixo principal a discussão sobre a reforma da Previdência.

A maioria das intervenções foi contra a reforma da Previdência. Apesar de alguns membros da Articulação Sindical e da Artnova terem o descaramento de defendê-la, os professores começaram a perceber que as reformas propostas pelo governo Lula são continuidade das reformas promovidas por FHC e reforçam a tentativa do governo estadual de Geraldo Alckmin (PSDB) de aumentar a alíquota de contribuição previdenciária do funcionalismo e de, na prática, acabar com a aposentadoria especial dos professores.

Os professores votaram por unanimidade uma assembléia geral da categoria no dia 11 de abril, na Praça da República, para impulsionar a campanha salarial e a luta contra o PL-9. Os professores farão passeata e espera-se que entre 20 e 30 mil pessoas ocupem as ruas da cidade. O objetivo é unificar a luta dos professores estaduais com o conjunto do funcionalismo público que tem mobilizações para a mesma semana
Post author Mariúcha Fontana, da redação
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