Por um modelo energético a serviço do país e dos trabalhadores

O uso dos combustíveis fósseis (petróleo e gás natural) pelo capitalismo imperialista se torna a cada dia mais inviável. Com sua escassez, a extração desses combustíveis vai ficando cada vez mais cara, poluente e politicamente belicosa, geradora de guerras e invasões por parte dos países imperialistas.

O petróleo e o gás natural cumprem papéis tanto de combustível quanto de geração de eletricidade, além de matéria-prima para a indústria petroquímica, onde atualmente é insubstituível. Os combustíveis fósseis são responsáveis pelo fornecimento de três quartos da energia consumida no mundo.

Mas a Terra não tem mais capacidade de absorver os gases provenientes de sua combustão, geradores do efeito estufa. Daí a importância de construir rapidamente uma nova matriz energética, com fontes limpas e renováveis de produção de energia.
A partir de 1987 se disseminou a expressão “desenvolvimento ecologicamente sustentável”, definido como aquele que responde às necessidades do presente, sem comprometer a capacidade das gerações futuras. Trata-se de uma utopia imperialista e uma enganação da maioria da população.

As grandes petroleiras ou “Big Oil” (Exxon-Mobil, Chevron, Shell, BP e Conoco/Phillips), na defesa de seu monopólio internacional, estão convencidas de que é melhor destruir o mundo em busca de seus lucros do que preservá-lo. Ou seja, o salto para uma matriz energética de caráter superior está travado pelos interesses das grandes companhias de petróleo.

Fracasso do modelo brasileiro
O modelo energético brasileiro foi criado pelo governo FHC, mas mantido pelo governo Lula e sua primeira ministra de Minas e Energia, Dilma Rouseff. Trata-se de um modelo poluidor, voltado aos interesses das grandes empresas.

A progressiva demanda por energia tem exigido a construção de novas usinas geradoras de eletricidade. Principalmente termelétricas, cujas emissões de gases exercem um impacto crescente sobre o meio ambiente.

Mas o modelo prioritário é o hidrelétrico, que tentam fazer passar como uma energia limpa e renovável. Não é limpa porque emite metano, gás que tem uma contribuição 20 vezes maior que o CO² para o aquecimento global. Também não é renovável porque os reservatórios têm vida útil prevista para 100 anos, em razão do assoreamento.
Com isso, as usinas degradam os recursos hídricos e o meio ambiente de forma irreversível, além de aumentar os problemas sociais, com o desalojamento de populações inteiras. Um exemplo típico e atual é a polêmica construção da usina hidrelétrica de Belo Monte.

Já o etanol é produzido por meio de regimes de extensas monoculturas, com sérios impactos negativos, como desmatamento, violência no campo, etc.

Nova matriz energética
O PSTU propõe a nacionalização de todas as empresas que atuam na área de energia, pois se trata de um problema estratégico para o desenvolvimento industrial do país e de toda a população, além de uma questão de soberania.

Fazendo isso, poderemos desenvolver uma matriz combinada, que tenha como uma das bases a energia solar. Particularmente em nosso país, que tem um grande potencial em várias matrizes, isso geraria inclusive um excedente de energia.

A ruptura das relações capitalistas na área de energia é um fator essencial para a sobrevivência e o desenvolvimento da humanidade.

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