Por quê o PNE fracassou?

Veja abaixo quais eram as principais metas do primeiro Plano Nacional de Educação e os resultados obtidos durante os governos de FHC e de Lula.
Meta: erradicar o analfabetismo até 2010

Não cumpriu – O programa Brasil Alfabetizado, do Governo Federal, atendeu quase 10 milhões de pessoas nesta década (segundo o PNE, o total deveria ter sido atingido em 2006). Mas, entre 2001 e 2008, a taxa de analfabetismo caiu apenas de 13% (16 milhões de pessoas) para 10% (14,5 milhões).

Meta: universalizar o Ensino Fundamental
Não cumpriu – Em 2008, 2,4% dos brasileiros de 7 a 14 anos ainda estavam fora da escola, uma queda de 1,1% em relação aos dados de 2001. Apesar do avanço e do percentual baixo, os números absolutos ainda assustam: são 680 mil crianças sem estudar (450 mil delas negras), a maioria vivendo nas regiões Norte e Nordeste.

Meta: matricular 30% dos jovens entre 18 e 24 anos na universidade
Não cumpriu – O número de jovens no ensino superior continua muito baixo, 14,4% em 2009, segundo o Ipea. E a última década o ensino superior pago cresceu duas vezes mais que o público.

Meta: assegurar a EJA (Educação de Jovens e Adultos) para 50% da população que não cursou o ensino regular
Não cumpriu – Entre 2001 e 2007, 10,9 milhões de pessoas fizeram parte de turmas do EJA. Mas esse número representa apenas um terço dos mais de 29 milhões de pessoas que não chegaram à 4ª série e seriam o público-alvo dessa faixa de ensino. A inclusão da EJA no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) representou uma fonte de recursos para ampliar a oferta, mas não atacou a evasão, hoje em alarmantes 43%.

Meta: atender 50% das crianças de até 3 anos e 80% das de 4 e 5 anos.
Não cumpriu – O grande problema é a ampliação das creches. Hoje apenas 17,1% das crianças são atendidas nelas, segundo o Unicef.

Meta: reduzir em 50% a repetência e a evasão escolar
Não cumpriu – A repetência aumentou de 11 para 12,1% no mesmo período e a evasão escolar aumentou entre 2006 e 2008, o índice passou de 10% para 13,2%.

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