Policiais iniciam greve no Piauí

Quarta, 27 de maio, médicos, professores e fazendários também estarão realizando assembleiasO Sindicato dos Policiais Civis do Piauí (Sinpolpi) deliberou na manhã desta segunda feira, 25, por uma greve geral da categoria. A decisão foi tomada em assembleia geral que reuniu, na praça Saraiva, centenas de policiais civis da ativa, aposentados e pensionistas.

O indicativo de greve foi aprovado por unanimidade, e a paralisação é por tempo indeterminado até que o governo volte atrás na negativa de pagamento dos 12 % do subsídio da categoria que deveria ser pago no contracheque de maio.

O governo quer dividir o percentual em três parcelas: 20% em maio, 30% em agosto e 50% restantes em novembro. A categoria não aceitou a proposta do governo.

Segundo o presidente do sindicato dos policiais civis, Cristiano Ribeiro, a greve foi deflagrada em protesto ao não cumprimento, por parte do governo do Estado, do reajuste previsto em Lei.

“Mesmo com a greve, vamos respeitar a lei e atender aos casos considerados essenciais”, disse Cristiano Ribeiro.

A semana promete ser das piores para o governo do Estado. Após os policiais civis, que já entraram em greve nesta segunda-feira, 25, outras categorias do serviço público, como professores, médicos e fazendários, ameaçam cruzar os braços a partir da próxima quarta-feira, 27. Os servidores protestam contra o escalonamento da implantação da última parcela do plano de cargos e salários.

“Nós não podemos aceitar a divisão do que já foi dividido a exaustão”, reclamou o presidente do Sindicato dos Médicos do Estado do Piauí, Leonardo Eulálio. Os médicos realizam assembleia geral na próxima quarta-feira, às 19h, para decidir sobre uma possível paralisação por tempo indeterminado. “O piso salarial de um médico é de R$ 1.010, isso é muito pouco, para quem presta um serviço tão relevante para o Estado”, disse Leonardo Eulálio.

Os professores da rede estadual e os servidores do quadro administrativo da Secretaria de Educação também ameaçam entrar em greve por tempo indeterminado. Eles não aceitam o parcelamento na implantação do plano de cargos e salários. Na semana passada, os professores chegaram a ocupar a Secretaria de Administração, quando tentavam uma audiência com a secretária Regina Sousa.