Plenária Conjunta aponta

No dia 25 de outubro, aproveitando a presença das entidades de todo o país, houve uma Plenária Conjunta dos setores que organizaram a Marcha. A Plenária reuniu mais de 400 pessoas e estiveram presentes a Conlutas, a Intersindical, as Pastorais Sociais de São Paulo, o Andes-SN, Fenafisco, Fenasps, Sinasefe, Assibge-SN, entre outras.

Pela manhã, os ativistas debateram a necessidade de construir a unidade no movimento e de dar continuidade ao calendário de luta. Foi ressaltada a necessidade de fazer o possível para trazer de volta o MST para o calendário unificado, devido à importância deste movimento e dos ataques que vem sofrendo.

Uma nova direção
Além de discutir a unidade de ação necessária, inevitavelmente o debate se estendeu ao tema da construção de uma alternativa que unifique Conlutas e Intersindical numa nova direção.

Atnágoras Lopes, da construção civil de Belém, disse que “é preciso avançar na unidade, não só porque nós queiramos, mas porque a classe trabalhadora precisa. É uma necessidade da classe trabalhadora do país que a Conlutas e a Intersindical construam uma alternativa”.

Lujan, da Intersindical, também falou sobre a importância da unidade: “contradições, diferenças, existem em todos os espaços, e a disputa, obviamente, tem que ser feita em todos os espaços, mas é fundamental que a gente rompa com a disputa entre nós mesmos”. Apesar disso, Mané Melato, também da Intersindical, informou que o grupo tem, hoje, “como resolução radicalizar na construção da Intersindical. A discussão sobre construir uma central será feita na plenária de março de 2008”.

Zé Maria falou pela Conlutas que, para lutar contra os ataques, para defender as reivindicações da classe trabalhadora, “é melhor uma organização forte do que duas. Por isso, nós vamos construir a unidade de ação para as lutas, mas também seguiremos com nosso chamado aos companheiros da Intersindical”.

Ao final da Plenária, houve duas resoluções importantes: construir uma nota conjunta sobre a vitoriosa marcha e a necessidade de continuar a luta e de construir a unidade; e realizar um Dia Nacional de Luta e paralisações em todo o país no início do ano que vem, a exemplo do que foi o 23 de maio deste ano. A reunião da Conlutas do dia 26 de outubro reafirmou essas resoluções, discutiu os informes das categorias e dos estados e a necessidade de reforçar as finanças da entidade.
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