Petroleiros iniciam campanha salarial

No dia 3 de agosto os petroleiros entregaram suas reivindicações à direção da Petrobras, com atos e paralisações. No dia 11, a categoria estará novamente mobilizada e deverá aprovar uma greve contra a 6ª rodada de licitação das reservas petrolíferasOs petroleiros reivindicam, entre diversos pontos, aumento real de 5%, reposição da inflação pelo ICV/DIEESE e gatilho salarial. A oposição aprovou em diversas assembléias a exigência de que a Federação Única dos Petroleiros (FUP) inclua na pauta a recomposição salarial relativa aos governos anteriores. Outros motes da campanha são o fim das discriminações dos novos, aposentados e terceirizados, que têm direitos trabalhistas diferenciados, e a anistia aos trabalhadores punidos em mobilizações passadas. No dia da entrega da pauta, os petroleiros realizarão atos, atrasos e paralisações. Essas mobilizações também terão como eixo o cancelamento da 6ª rodada de licitação das reservas petrolíferas, marcada para 16 e 17 de agosto.

Outra reivindicação é em relação à segurança no trabalho. Na mais lucrativa empresa do país, os acidentes fatais não cessam. No último dia 22, um helicóptero caiu na Bacia de Campos (RJ), matando seis petroleiros terceirizados.

Que a base controle a campanha

Se os petroleiros sempre demonstraram disposição de luta, o mesmo não se pode dizer da maioria da direção da FUP, hoje atrelada ao governo Lula e a sua política de submissão ao FMI. Portanto, os governistas da FUP vão fazer de tudo para chegar a um acordo rebaixado, que não se choque com a política econômica do governo.

Para impedir manobras, é preciso que a base controle a campanha reivindicatória, elegendo comandos de mobilização e negociação. Esses comandos devem garantir a implementação do calendário de luta e manter a categoria informada das negociações.

PUNIÇÃO POLÍTICA

Coaracy Guimarães, técnico da Petrobrás há 26 anos, foi arbitrariamente transferido de setor e teve o regime de trabalho modificado, com grande perda salarial.
A punição foi depois que o empregado discordou publicamente de encaminhamentos gerenciais. A punição é retaliação por todo um processo de lutas.

O setor de Coaracy desenvolve alguns dos produtos de maior prestígio, como a gasolina de Fórmula 1 e a gasolina Podium. Coaracy, recentemente, foi premiado por sua excelência técnica.

Em governo de ex-operários e sindicalistas, o espeto é de pau…

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Post author Eduardo Henrique, empregado da Petrobras – Rio de Janeiro (RJ)
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