Partido da LIT-QI condena repressão a operários da Acepar no Paraguai

O Partido dos Trabalhadores do Paraguai (PT) expressa sua mais enérgica repulsa à brutal repressão policial contra os companheiros operários que, há uma semana, realizam uma greve na siderúrgica Acepar.

Os mais de 700 operários se manifestaram na quinta, 29 de abril, em frente à empresa para impedir que a patronal substituísse ilegalmente os trabalhadores que estão em greve. As companheiras e companheiros não faziam mais do que exigir que se cumpra a lei, pois o Código Trabalhista proíbe, expressamente, os patrões de suprir operários em greve.

Depois de uma ordem fiscal, a polícia iniciou uma violentíssima repressão contra os grevistas. Não pouparam cassetetes, balas de borracha e gás lacrimogêneo. A repressão deixou um saldo de vários companheiros e companheiras feridos.

Nós, do PT, responsabilizamos por esta situação o presidente Fernando Lugo. Sustentamos que esta ação policial se combina com a dura linha de criminalização das lutas e de colombização do aparato repressivo que aplica o governo de Lugo-PLRA com apoio da direita tradicional. A máxima expressão desta política repressiva é o estado de exceção declarado recentemente em cinco departamentos do país.

O objetivo central da luta na Acepar é parar as perseguições ao movimento sindical e as torturas físicas e psicológicas que o empresário ítalo-argentino, Sergio Taselli, leva adiante. Ele é o maior acionista da empresa. Além disso, operários da empresa denunciam transferências degradantes a quem enfrenta as injustiças, a insalubridade nas instalações e o não-cumprimento e violação do contrato coletivo. Os sindicalistas, dias atrás, solicitaram audiência com Lugo, e esse não os recebeu. Demonstra-se que a única resposta do governo aos operários é o garrote.

Nós, do PT, defendemos que é imprescindível cercar de solidariedade a luta. Todo o movimento sindical, social e popular deve expressar seu apoio a esta batalha pela dignidade da classe trabalhadora e repudiar as ações da patronal e do atual governo.

Comitê Executivo
Assunção, 30 de abril de 2010