Parada do Orgulho LGBT: Israel não representa as LGBT’s trabalhadoras

Na próxima parada LGBT de São Paulo, que ocorrerá nesse domingo dia 3 de junho, um dos trios elétricos estará representando o Estado de Israel e a cidade Tel Aviv, que, de acordo com os organizadores, é uma das cidades “mais lgbtfriendly do mundo“.

Nós repudiamos essa ação. Enquanto o Estado de Israel se pinta como um lugar aberto à diversidade, promovem um verdadeiro apartheid e genocídio do povo palestino. Na realidade, Israel mata os trabalhadores (no último confronto durante a onda de protestos contra a “Nakba” foram mais de 100 mortos palestinos na Faixa de Gaza) e existem milhares de trabalhadores e jovens presos nas prisões israelenses. Enquanto Israel se pinta de “lgbtfriendly”, as mulheres e LGBT’s palestinos não são poupados e entram na estatística desse genocídio. Além disso, as armas que matam em Israel são as mesmas armas que o governo brasileiro importa, ou seja, são as mesmas armas que matam a juventude negra e LGBT no Brasil através da Polícia Militar e do Exército.

O Estado de Israel, ao dizer que é lgbtfriendly, tenta cooptar o movimento para ganhar aliados. Como foi o caso do Jean Willys, deputado federal do PSOL, que foi a Israel e disse que lá era a capital das LGBT’s. Como ser uma capital das LGBT’s que, ao mesmo tempo, promove um genocídio a outro povo?

Repudiamos essa ação e achamos que devemos promover um boicote ao Estado de Israel.

A luta das LGBT’s no Brasil deve ser uma luta aliada ao fim do Estado de Israel e em defesa do povo palestino! O Estado de Israel não representa as LGBT’s!