Opinião Socialista e PSTU promovem debates sobre opressão racial e sexual

O jornal Opinião Socialista realizou atividades no FSM em parceria com as secretarias de combate à opressão do PSTU, onde foi discutida a necessidade de articular a luta contra qualquer forma de discriminação com uma política classista e revolucionária.

No dia 27, a Secretaria de Mulheres promoveu a oficina “Luta Mulher! Contra as reformas de Lula e do FMI”. Contando com cerca de 70 participantes, a mesa foi aberta com uma homenagem às três companheiras argentinas presas em Caleta Olívia. A mesa foi composta por Ana Rosa, da direção do PSTU; Eliane Koti, da diretora do Sindicato dos Servidores de Bauru (SP) e Fernanda Castro, da Conlute.

O debate também teve a participação de companheiras de vários países da América Latina e discutiu como os projetos neoliberais afetam as mulheres não somente através do confisco de direitos históricos, como a licença-maternidade, e também pela falta de investimento em obras públicas, como creches.

No mesmo dia, a Secretaria de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros (GLBT) promoveu o debate “GLBT: entre a tolerância institucionalizada e o real combate à homofobia”. Composta pelos militantes do PSTU Wilson H. da Silva, da direção do partido, e Soraia Meneses, dirigente da Associação de Lésbicas de Minas Gerais. A mesa discutiu a institucionalização dos movimentos GLBT e seu distanciamento de um combate efetivo contra a homofobia, principalmente no que se refere aos setores mais pobres da população, o que exigiria a aproximação dos demais movimentos sociais e da participação nas lutas globais da sociedade.

No dia 29, foi a vez da Secretaria de Negros e Negras (SNN), em mesa dirigida por Wilson H. da Silva e Dayse Oliveira, com o tema “Negros e negras, as reformas neoliberais do governo Lula e a necessidade de um debate de raça e classe”. A ausência de políticas concretas do governo Lula, o fato de que suas reformas aumentam o abismo entre brancos e negros e a necessidade de construir mecanismos que permitam aos negros fazer um debate pautado tanto na raça quanto na classe foram os temas. A Sexretaria Nacional de Negros e Negras também atuou no II Fórum de Hip Hop.

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