Operários param obras em refinaria de Pernambuco e 60 são demitidos

Obra é uma das prioridades do governo Lula no NordesteOperários que trabalham nas obras de terraplenagem da Refinaria Abreu e Lima, no Cabo de Santo Agostinho (PE), fizeram uma greve no dia 30 de janeiro e fecharam a única via de acesso ao porto de Suape, o maior do estado e um dos mais importantes terminais marítimos do nordeste. Os operários protestaram pela melhoria de salários e nas condições de trabalho.

Os peões disseram que o consórcio de empresas contratado para as obras não estaria pagando as horas-extras, adicional noturno, além de atrasar os salários e fazer descontos indevidos nos contracheques. Os operários relatam que estariam se alimentando com comida estragada e estaria sofrendo maus tratos de supervisores e chefes que chamam os trabalhadores de ‘cachorros´.

Neste dia, cerca de mil trabalhadores participaram do protesto fechando a entrada de Suape e não permitindo que ninguém entrasse ou saísse do porto. Depois desta paralisação a direção do Consórcio Terraplanagem se reuniu com uma comissão de operários e prometeu que iria pagar todos os atrasos e descontos indevidos no dia 8 de fevereiro e que seria realizado um acompanhamento para perceber a qualidade dos alimentos além da construção de uma cozinha definitiva.

No dia 14/02 os peões foram surpreendidos e 60 companheiros foram demitidos sem explicação nenhuma. As demissões são em retaliação aos trabalhadores, já que a maioria dos demitidos faziam parte da comissão de operários que negociou com a diretoria do consórcio.

O consórcio responsável pela obra é formado pela Odebrecht, Camargo Corrêa, Galvão Engenharia e Queiroz Galvão e está demitindo qualquer funcionário que reclama das condições de trabalho, além da arbitrariedade o consorcio está colocando seguranças
armados para vigiar os trabalhadores. Os operários prometeram radicalizar e realizar
outra greve caso a patronal não mude o tratamento.