Obama é o novo presidente dos Estados Unidos

Barack Hussein Obama é o primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos. O candidato obteve uma vitória esmagadora sobre o republicano John McCain. O democrata fez 342 votos, contra 143 de seu adversário. A eleição também foi marcada pela participação de quase 66% dos 153,1 milhões eleitores registrados para as eleições presidenciais deste ano.

A campanha mais cara da história do país foi realizada em meio à maior crise econômica desde 1929 e à falência da empreitada militar do imperialismo no Iraque e Afeganistão. A imagem de Obama é associada à mudança.

O discurso da vitória do democrata foi carregado de emoção e promessas de mudanças. Obama vem para, entre outras coisas, tentar melhorar a imagem dos EUA que Bush arranhou nas arenas nacional e internacional. “É hora de sonhar novamente o sonho americano”, disse o futuro presidente.

Causa impacto o fato de Obama ser eleito o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, um país ainda marcado pelas lembranças do segregacionismo. Muitos dizem que o novo presidente é quase um esquerdista ou então, como o próprio McCain disse, “o candidato que quer distribuir as riquezas”.

No entanto, sobram interrogações sobre as tais mudanças. Como a maior potência econômica do mundo, com Obama à frente, poderá suportar a mais grave crise econômica do século? Crise esta que traz sinais de recessão e levará aos EUA a uma crise social sem precedentes que, certamente, levantará a classe operária mais poderosa do mundo se levantar em defesa de seus direitos.

Como os Estados Unidos tentarão recuperar sua liderança política na arena mundial? Obama se arriscará a retirar incondicionalmente as tropas do Oriente Médio e assim enfraquecer seu poderio bélico, o maior instrumento de dominação imperial? Certamente essa não será a opção do novo presidente.

A história recente demonstra que, apesar da esperança de milhões, dos discursos e da boa vontade, qualquer que seja o ocupante da Casa Branca, sua missão é manter a dominação imperialista.

Obama será bombeiro da crise e certamente vai se utilizar de demagogia social e política para conter as luta no centro do imperialismo mundial. Diante do fracasso de Bush, Obama vai ter de dar um novo rumo à política internacional. Seu objetivo, contudo, será preservar os interesses fundamentais do imperialismo.

Seja o governo democrata, seja republicano, todos os presidentes mantiveram esse compromisso. Não há motivos para achar que com Obama será diferente. Essas sempre foram as regras, esse sempre foi o jogo.