O atoleiro iraquiano e as reformas de Lula

O imperialismo norte-americano está se afundando no atoleiro iraquiano. As eleições fraudulentas (feitas para encobrir a ocupação militar estrangeira) não irão estabilizar o país. Hoje o povo iraquiano está dando ao mundo uma lição de que é possível derrotar o imperialismo, mesmo com uma relação de forças militar desfavorável.

Nos dias 19 e 20 de março serão realizados os atos internacionais de luta contra a guerra. É necessário ir ás ruas em todo o país para apoiar a luta da resistência iraquiana em sua guerra de libertação nacional, para combater o imperialismo.
O governo Bush tem um aliado no Brasil para impor seus planos econômicos. O governo Lula, apoiado no espetáculo de mídia do crescimento econômico, na cumplicidade do PT, do PCdoB, da CUT e da UNE, vai querer aprovar as reformas Sindical e Universitária discutidas com o FMI. No dia 2 de março, já será entregue o projeto da reforma Sindical. A lei orgânica da reforma Universitária está sendo prevista para ser entregue logo depois.

Mais uma vez, o governo vai tentar dividir e enganar os trabalhadores e os jovens para aprovar suas reformas, feitas por ordens diretas do imperialismo norte-americano.

Na reforma da Previdência, lançou os trabalhadores privados contra os funcionários públicos, que seriam os “marajás” privilegiados. Na verdade, estava defendendo os interesses dos bancos e Fundos de Pensão, e atacando conquistas históricas dos trabalhadores.

Agora vai tentar se aproveitar do desgaste atual dos sindicatos, atacar os burocratas que não têm relação com a base, mas seu interesse é dar às cúpulas pelegas da CUT, da Força e da CGT o direito de negociar os direitos trabalhistas, em particular as férias e o décimo terceiro salário, e restringir o direito de greve.

O governo e a UNE estão também apresentando a reforma Universitária como uma conquista por dar bolsas aos estudantes mais carentes. Na verdade, está privatizando as universidades públicas e injetando verbas nas universidades privadas.

Essas são manobras típicas de quem foi burocrata sindical há muito tempo, e sabe como enganar as massas. Nem o PT nem o PCdoB vão dizer a verdade: que estão se preparando para acabar com os direitos dos trabalhadores e com as universidades públicas.

A Conlutas definiu um plano de mobilização nacional contra as reformas, que passa pela explicação ampla do seu real significado para os trabalhadores e jovens, por uma semana de lutas neste primeiro semestre e por uma grande marcha a Brasília no segundo semestre.

A hora é de lutar contra o imperialismo no Iraque e contra as reformas neoliberais de seu representante no Brasil.

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