O apagão na educação continua

    Em pleno século 21, o Brasil ainda tem 14 milhões de analfabetos e mais de 29 milhões de analfabetos funcionais que não conseguem interpretar um texto. Quase 70% dos alunos formandos no ensino médio no país concluem o curso sem dominar completamente a leitura, a escrita e a matemática. É uma situação dramática, ainda mais em um país que é a 7º economia do mundo mas está em 88º lugar em qualidade educacional, segundo a UNESCO.
    Essa situação, após 10 anos de governo do PT, é o retrato de um governo que não tem nenhum compromisso com a escola pública e com o direito das crianças de aprenderem. A expansão das matrículas no ensino básico e a expansão das universidades privadas não representaram melhora na qualidade da educação.
    O problema central é que os parcos investimentos na educação (4,6% do PIB) vão, a grande parte, para as parcerias com ONG-s, bancos e diretamente escolas privadas. Essa transferência de verbas amplia os lucros dos tubarões do ensino e condenam gerações à ignorância. Como se fosse pouco, destinam 23% do PIB ao pagamento dos encargos da dívida e querem aprovar um Plano Nacional de Educação que garante mais verbas públicas para escolas privadas, como defendido por Aloísio Mercadante, ministro da educação, durante debate no congresso.

    Os trabalhadores em educação e a juventude resistem!
    Em 2012, os servidores federais realizaram uma de suas maiores greves. Dentrr os setores em greve, a educação superior foi uma das que mais se destacaram. Foram quase três meses de greve em defesa de uma Universidade Pública, Gratuita e de Qualidade para todos. Cumpriu papel destacado a juventude que promoveu várias ocupações de reitoria de norte a sul deste país, defendendo o fim da precarização nas universidades federias e denunciando a política de transferência de milhões de reais das verbas públicas ao ensino privado em detrimento de universidades federais cada vez mais sucateadas. Um dos exemplos deste movimento é a Universidade Federal de São Paulo de Guarulhos (UNIFESP) que funciona em um espaço emprestado pela prefeitura, sem laboratórios e bibliotecas.
    Essa crise da educação pública só piora na educação básica. Foram dezenas de greves em todo o país exigindo o pagamento do Piso Salarial Nacional aos professores, o cumprimento de 1/3 de hora-atividade, o fim da precarização dos professores contratados, a redução do número de alunos por sala e mais investimentos. Os professores têm o menor salário entre todas as profissões de ensino superior, estão submetidos a um aumento brutal da violência nas escolas e, dos quase dois milhões de professores do ensino básico, 800 mil tem contratos precários de trabalho. Essa situação tem adoecido o magistério, com cerca de 20% dos profissionais tendo desenvolvido alguma doença crônica. No quadro de apoio, a situação é ainda pior, com salários miseráveis, terceirização e falta de funcionários.
    O pior é que no governo federal e em todos os estados e municípios se aplicam os mesmos projetos. As greves tem sempre a mesma pauta e são contra governos do PT, PSDB. PMDB, PSB e etc. E a receita deles é sempre igual: privatização, precarização e meritocracia.
     

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