Nota de solidariedade à companheira Renata Borges, organizadora da Parada LGBT de Apucarana (PR)

Secretaria LGBT 

Desde a rebelião de Stonewall nos EUA, em 1969, nós Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Transgêneros, Queers e Intersexuais lutamos por dignidade e igualdade de direitos. No caso do Brasil, esta luta é ainda mais emblemática, pois lutamos pelo direito à vida, já que vivemos no país em que mais mata LGBTQIs no mundo. Só entre janeiro e maio de 2019 foram 141 assassinatos, uma morte a cada 23 horas.

A nossa luta pela vida e por direitos levou o Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro a aprovar no dia 13 de junho que a discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero seja punida pela Lei de Racismo (7716/89). Esta é uma grande conquista do Movimento LGBTQI+, mas sabemos que a nossa luta contra a violência e por educação sexual de qualidade é uma batalha longa e que se faz todos os dias!

Esta mesma batalha está sendo realizada pela estudante de Engenharia Têxtil da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) e ativista Renata Borges. Ao organizar a 1ª Parada do Orgulho LGBTQI+ de Apucarana tem enfrentado agressões, perseguições e ataques de grupos conservadores nas redes sociais.

Nós da Secretaria LGBTQI+ do PSTU nos solidarizamos com Renata, afirmamos que ela não está sozinha nesta luta e que juntas resistiremos contra a opressão e a exploração! As paradas são o momento de denunciarmos a violência que nos mata todos os dias e de exigirmos dos governos políticas públicas de acesso e permanência à educação, saúde, segurança e emprego. A primeira Parada LGBTQI+ de Apucarana acontecerá e será a primeira de muitas.

-Toda solidariedade a Companheira Renata Borges!

-Basta de mortes às Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Transgêneros, Queers e Intersexuais!