No caminho a Brasília, a necessidade da revolução e do partido

Militância do PSTU promove amplo debate sobre a atualidade da Revolução RussaA 90 anos da Revolução Russa, a marcha a Brasília lembrou que a luta por uma sociedade mais justa está mais viva do que nunca. Como bem lembrou o dirigente do PSTU, Luiz Carlos Prates, o Mancha: “este ano, comemoramos 90 anos da Revolução Russa e hoje é necessário retomar a perspectiva da revolução. É preciso uma revolução socialista nesse país! O socialismo não morreu e esta manifestação é demonstração clara disso”.

A necessidade da construção de um partido revolucionário em meio aos trabalhadores e à juventude é algo que os militantes socialistas devem ter sempre em primeiro plano. Mesmo com um grande acúmulo de tarefas e com as lutas cotidianas que consomem grande parte do tempo da militância, tais objetivos nunca devem ser abandonados.

Exemplo dessa disposição ocorreu na marcha a Brasília. As extenuantes tarefas da marcha, como a coordenação de inúmeros ônibus, alimentação, hospedagem, assim como todos os aspectos da logística da marcha, não deixaram em segundo plano a luta pelo socialismo. Os militantes do PSTU apresentaram o jornal Opinião Socialista nos ônibus e na própria marcha a inúmeros ativistas. A edição especial sobre a Revolução Russa foi uma ótima oportunidade para discutir a necessidade de uma revolução e, para isso, a necessidade de um partido.

Da mesma forma, nos ônibus, foi exibido um documentário sobre os 90 anos da Revolução Russa produzido pelo PSTU. O documentário tem depoimentos de, entre outros, Martín Hernandez, da direção da Liga Internacional dos Trabalhadores (LIT-QI), Eduardo Almeida e Mariúcha Fontana, da direção do PSTU. O vídeo proporcionou um amplo debate sobre o tema, ampliando a discussão sobre a revolução a diferentes setores dos trabalhadores.

Num ônibus de Niterói, por exemplo, com companheiros eletricitários, metalúrgicos e petroleiros, o DVD teve bastante receptividade e proporcionou um acalorado debate de duas horas. No mesmo ônibus foram vendidas 16 edições do Opinião. Ou seja, um tema freqüentemente discutido apenas por setores da intelectualidade encontrou, em plena luta, um amplo setor de trabalhadores e da juventude dispostos a aprofundar o debate sobre a revolução.

Além do jornal e do DVD, o partido ainda contou com uma grande banca na marcha e no Encontro promovido pela Conlutas, Intersindical e as Pastorais no dia seguinte. Viabilizada através de um grande esforço da militância, a banca trazia um variado material, como livros, camisetas, botons e o encarte especial sobre a Revolução Russa, parte do Opinião Socialista, vendido separadamente por R$ 0,50.

Os números de exemplares do Opinião vendidos na marcha ainda não foram contabilizados, mas a receptividade e o debate promovido demonstram o avanço no trabalho com propaganda, contribuindo para o avanço da consciência dos trabalhadores em temas como o socialismo e o partido.

Viagem politizada no Amapá
A longa viagem de Macapá, capital do Amapá, a Brasília foi recheada por muita discussão política. Os cerca de 40 trabalhadores do estado que participaram do protesto enfrentaram 40 horas de viagem até chegarem à capital federal. De avião, seguiram até Belém (PA). Até Brasília, o trajeto foi percorrido de ônibus. Eram trabalhadores rodoviários, do sindicato dos vigilantes, servidores da universidade federal do Amapá e estudantes.

No ônibus, os militantes do PSTU apresentaram o jornal Opinião Socialista e venderam edições do número especial sobre a Revolução Russa. Além disso, foi exibido o vídeo sobre os 90 anos da revolução.

Gaúchos discutem a revolução
Os ativistas gaúchos percorreram quase a mesma distância para marcha. Nos ônibus, o Opinião Socialista e o DVD da revolução embalaram as 36 horas de viagem. “O vídeo foi bastante elogiado e os ativistas demonstraram bastante interesse, até porque grande parte das pessoas era do setor de educação”, conta Altemir Cozer, professor e militante do PSTU. “A discussão sobre a revolução e a necessidade do partido foi muito boa, ativistas de base que nunca haviam ido a uma marcha a Brasília se envolveram no debate e falaram nas discussões nos ônibus”, conta.

O interesse pelo tema e o envolvimento no debate se refletiram na expressiva venda de jornais. Foram vendidos cerca de 100 edições do Opinião Socialista nos 10 ônibus que tinham a presença de militantes do PSTU. Nos debates, os militantes também faziam o convite para o debate sobre a Revolução Russa, que ocorrerá no próximo dia 9.

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