Negócios são negócios: o financiamento dos candidatos

Igual ao resto do mundo, nos EUA a burguesia financia seus partidos e seus candidatos. A diferença é que a legislação norte-americana exige que tudo seja público e documentado, enquanto em outros países os financiamentos de campanha permanecem ocultos.

Deste modo, o Portal OpenSecrets.org (www.opensecrets.org) oferece um bom resumo dos dados, classificados por ramo econômico, empresas que mais contribuíram e quanto recebe cada candidato, etc.

Até maio de 2008, por exemplo, “os eventuais candidatos receberam mais de 500 milhões de dólares, uma cifra recorde”, distribuídos da seguinte maneira: Barack Obama, com US$ 265,4 milhões; Hilarry Clinton, com US$ 214,9 milhões; John McCain, com US$ 96,6 milhões.

Analisando a seqüência histórica, é possível ver uma crescente transferência de contribuições dos republicanos para os democratas, de 2006 a 2008. E também como foram crescendo as doações a Obama.

Os dados nos permitem analisar também que setores burgueses estão mais ligados a cada partido. Os empresários do país depositam contribuições para os dois principais partidos. Considerando a porcentagem de contribuições a cada partido, os republicanos se apóiam majoritariamente nas petroleiras (73%), automotrizes (68%), químicas (68%), construção (62%) e agronegócio (quase 60%). Os democratas, por sua vez, recebem contribuições do setor da educação (72%) e da saúde (55%). O setor de finanças e seguros, ramo econômico que mais financia as diferentes campanhas (US$ 248 milhões), deu aos democratas 54%. Entre as grandes empresas do setor, a preferência democrata é clara: a Goldman Sachs destinou 73% dos quase US$ 3,7 milhões gastos nas eleições; o Citigroup destinou 61% dos US$ 3 milhões e o Morgan Chase enviou aos democratas 64% dos US$ 2,5 milhões.

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