Mulheres contra a guerra e a ALCA no 8 de março

No dia 8 de março comemora-se o “Dia Internacional da Mulher”. Há 146 anos, operárias têxteis de Nova York saíram às ruas protestando contra as péssimas condições de trabalho e salários. Na volta, quando estavam reunidas no interior da fábrica, foram surpreendidas por um ato criminoso dos patrões, que deram ordem de incendiar o galpão, matando 129 trabalhadoras.
Em 2003, as mulheres voltaram às ruas de todo o mundo para continuar sua luta contra a opressão e exploração. Foram milhares de mulheres trabalhadoras e da juventude dizendo um não à guerra imperialista contra o Iraque; ao genocídio proporcionado pelo Estado nazista de Israel contra os palestinos; à implementação da Alca na América Latina e Caribe.
No Brasil não foi diferente. Professoras, bancárias, enfermeiras, operárias, estudantes, empregadas domésticas, mulheres negras e brancas com seus filhos e companheiros, estiveram presentes para dizer que neste “seu dia” só a luta será capaz de mudar suas vidas.
Uma luta que, para milhões de mulheres deste país, nutriu-se de esperanças com a eleição de Lula para a presidência da República. Porém, depois de dois meses de governo, estas mesmas mulheres estão se deparando com medidas que mais uma vez só vão beneficiar banqueiros, empresários e latifundiários.
A reforma da Previdência, que tem como lógica a transferência da arrecadação bilionária para o sistema financeiro e fundos de pensão levará a uma maior perda de direitos para a mulher trabalhadora. Por outro lado, o aumento da taxa de juros só trará mais desemprego, que já se encontra, segundo dados oficiais, em 12,1% entre as mulheres, contra 7,9% entre os homens.
Mas as “mudanças” realizadas pelo governo Lula não param aí. Com um corte de R$ 14 bilhões no Orçamento da União para 2003, só a Área Social perdeu R$ 5,1 bilhões. A Secretaria de Políticas para Mulheres perdeu 20 dos 24 milhões de reais previstos. Um escândalo!
É preciso exigir do governo Lula investimentos maciços em políticas sociais. Não podemos aceitar que se continue tirando verbas da saúde, educação, moradia, reforma agrária e da questão da mulher para pagar a dívida externa e interna aos grandes bancos nacionais e estrangeiros. As mulheres trabalhadores do nosso país devem se colocar na vanguarda dessa luta: Nem mais um centavo para o FMI! Não à Alca! Abaixo a guerra imperialista!
Post author Ana Rosa Minutti,
da Secretaria Nacional
ed Mulheres do PSTU
Publication Date