Mosh: quadrinhos e rock

Cada um dos cinco mil exemplares da Mosh é disputado no tapa. A revistinha (pelo formato, não pela qualidade) acabou de comemorar um ano e seis edições, com a fórmula quadrinhos e música. Publica histórias curtas, em sua maioria de novos desenhistas cariocas, com personagens loucos por rock’n roll. Um outro ponto alto são as páginas centrais, com a entrevista com uma (ou duas) bandas, que também ajuda a esticar a leitura de cada número.

As histórias da Mosh carregam no ambiente rock e juvenil, com namoros, shows, drogas, bandas e discussões acaloradas sobre as preferências musicais dos personagens. Isso não limita o público da revista. Pode até ser que, se você conhece e gosta de todas as bandas citadas, pode aproveitar mais, mas isso não se torna empecilho pra quem não vive a cena independente, muito menos a carioca. A revista tem lá seus altos e baixos, mas o fato de ser feito por quem curte rock deixa as histórias mais autênticas. “A Mosh faz parte do que a gente vive. A gente sai, curte rock, vai aos shows. Não é uma coisa idealizada, de quem fica em casa”, disse Renato Lima, um dos editores, durante palestra no prêmio Angelo Agostini, em São Paulo, no sábado, 26/2.

A relação com os shows começa no próprio formato, algo tipo 11 por 15cm. Uma revistinha, que cabe no bolso e dá pra deixar lá enquanto assiste ao show. “Nos inspiramos na cultura que as bandas já tinham, de sempre colocar uma banquinha para vender cds demo, fanzines e camisetas”, diz Renato. Outra referência direta é a série ‘Figuraças do underground’, que vem na revista e já trouxe desenhos de Wander Wildner (Replicantes), de Serguei (eterno namorado de Janis Joplin) e do Profeta Gentileza (gentileza gera gentileza). As figurinhas vem numeradas, pra dar vontade de colecionar.

A Mosh também promove shows para promover o lançamento de cada número, com bandas entrevistadas como Matanza e Cachorro Louco. Os editores também apostam em uma espécie de corrente todo-mundo-se-ajuda com outras publicações da cidade, como o Tarja Preta. Política, nem pensar, mas vale conferir!

COMO ENCONTRAR:
A distribuição é forte, óbvio, no Rio de Janeiro, mas tem muitos pontos de venda em São Paulo e outras cidades. A relação pode ser encontrada no site deles revistamosh.com. E a revista também pode ser encomendada pela internet 2ab.com.br e custa R$ 3.