Ministério do Trabalho da Venezuela ordena reintegração ao trabalho para Orlando Chirino

O Ministério do Trabalho da Venezuela reconheceu que a PDVSA violou o foro sindical que protegia Orlando Chirino. Este é um triunfo de toda e todos os trabalhadores venezuelanos classistas que defendemos a unidade, a soberania, a democracia sindical e a luta para alcançar reivindicações operárias e avançar até a verdadeira sociedade socialista.

Comunicado da C-CURA

Caracas, 18 de noviembre de 2008

Nesta terça-feira, às 10h, foi entregue a Orlando Chirino a sentença vinda do Ministério do Trabalho que ordena a sua reintegração ao posto de trabalho que ocupava na PDVSA no momento de sua demissão ilegal, ocorrida no fim de 2007.

Com esta sentença, se confirma a legitimidade da reivindicação de Orlando Chirino, que demonstrou que além de ser trabalhador da empresa, gozava de foro sindical por ser dirigente nacional do Sinutrapetrol e Coordenador da União Nacional de Trabalhadores.

Ao perguntar quais as impressões de Chirino sobre esta providência que ordena sua readmissão, o coordenador da UNT afirmou que nao é uma vitória pessoal, mas um triunfo de todo o movimento sindical venezuelano. Agradeceu, ainda, o apoio que lhe deram mais de 5 mil dirigentes em nível internacional, que se pronunciaram a favor de sua reintegração numa campanha que se desenvolveu em manos de três meses e cujas assinaturas recolhidas foram enviadas à PDVSA e ao Minsitério do Trabalho.

Ele assinalou: “este importante triunfo dedico à memória da companheira Celia Hart, a lembrada trotskista cubana que faleceu há poucos meses num absurdo acidente automobilístico em Havana. Ela nos enviou uma mensagem em que expressava todas as diferencias políticas que tinha comigo, mas não teve dúvida em colocar-se ao meu lado na defesa de meu direito ao trabalho. É uma desgraça que a companheira não esteja viva para celebrar este importante triunfo. Com sua posição, Celia deu uma grande lição a muitos que se dizem revolucionários, porém com seu silêncio ou inclusive explicitamente, apoiaram minha demissão, que foi claramente arbitrária, ilegal e respondeu a retaliações políticas”.

Comentou Chirino que o próximo passo é “solicitar o acompanhamento de um funcionário do Ministério do Trabalho para que nos dirijamos até os escritórios da PDVSA na Campina para garantir que, efetivamente, a empresa cumpra com a ordem de reintegração contemplada pela sentença emitida pelo Ministério do Trabalho”.

Para finalizar, Chirino enviou uma saudação a todos os trabalhadores petroleiros que se apresentam para participar em breve do processo eleitoral sindical. “Quero que todos os petroleiros tenham plena confiança que com a luta conquistamos reivindicações e com a luta defendemos nossos direitos. Cada vez está mais próxima a vitória de uma nova direção classista no seio do movimento sindical petroleiro”.