Minério sujo de sangue

No dia 1º de outubro um acidente fatal na Mina Casa de Pedra, deixou três trabalhadores mortos e vários feridos. As vítimas eram da empresa terceirizada LMM.
As mortes são produto de uma expansão desenfreada da mina, que ainda terá a abertura de uma siderúrgica integrada a ela.

Segundo Romildo Coelho, trabalhador da CSN e diretor do sindicato Metabase: “Para reduzir seus gastos e ampliar os lucros de seus acionistas, a expansão da CSN ocorre sem que sejam garantidas aos trabalhadores as mínimas condições de saúde e segurança”.

Romildo explica que é comum os trabalhadores (na maioria, terceirizados com baixos salários) realizarem suas atividades em contêineres, com a utilização de banheiros químicos nada higiênicos e sob o risco constante de acidentes.

Diante do fato, a prefeitura da cidade, dirigida pelo PT, saiu em defesa da empresa. “Reconhecemos a seriedade e o compromisso que a CSN possui com as questões relacionadas à saúde e segurança do trabalho (…) é o primeiro acidente com essa gravidade e temos a certeza que será o último”, disse a prefeitura . Uma completa mentira, uma vez que em setembro de 2008, na mesma mina, um jovem operário morreu esmagado por uma pá mecânica.

O Sindicato Metabase de Inconfidentes responsabilizou a empresa pelas mortes e está questionando a expansão irresponsável da mina, contando com seus próprios técnicos para defender os trabalhadores.
A alternativa é a reestatização da empresa sob o controle dos trabalhadores e da comunidade.

Nas mãos da iniciativa privada, a CSN, assim como a Vale, só gera riquezas para seus acionistas à custa da destruição do meio ambiente e do trabalhador, através dos acidentes fatais e das doenças ocupacionais, que deram um salto nos últimos anos, com a intensificação do ritmo de trabalho.

Post author Acidente na mina da CSN de Congonhas deixa três mortos
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