Manifestações de estudantes são reprimidas

No dia 13, os estudantes em greve ocuparam o plenário da Assembléia Legislativa de São Paulo em protesto contra a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que não contemplava a principal reivindicação 11,6% das verbas do ICMS para as Universidades.

Ao invés de reconhecer a legitimidade dessas manifestações, a grande imprensa, as reitorias e o governo lançaram uma dura campanha contra os estudantes, caracterizando-os como “vândalos, que mais parecem fascistas“. Tentam, também, criminalizar o movimento por meio de sindicâncias e ameaças de punição.
No dia 2 de julho, estudantes das três Universidades estaduais paulistas (USP, Unesp e Unicamp) ocuparam o prédio da reitoria da Unicamp. A manifestação foi parte do calendário da greve e teve como objetivo pressionar os reitores e o governo Alckmin a abrirem as negociações.

Há cerca de um mês, o ministro da Educação, Tarso Genro, já havia chamado de “fascistas“ os estudantes que impediram a farsa que foi a audiência do MEC sobre a reforma Universitária em Manaus.

A UERJ também pretende punir funcionários e estudantes que protestaram contra o imperialismo americano durante a presença de dois parlamentares dos EUA na Universidade.

É preciso que as entidades comprometidas com o direito de manifestação repudiem essa campanha absurda que quer transformar em criminosos os que lutam contra o imperialismo e o governo.

Moções contra as punições devem ser enviadas para:

Unicamp: [email protected], geocities.yahoo.com.br/eutambemocupei/

Uerj: [email protected], [email protected]

Post author José Galvão, do Comando de Greve dos Estudantes da Unicamp e militante do PSTU
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