Libertadores: Cartão vermelho ao sionismo

Sionistas querem retirar mapa do uniforme do clube Palestino que enfrenta o Internacional pela Libertadores neste dia 9

Às vésperas da partida pela Copa Libertadores entre o Clube Desportivo Palestino, do Chile, e o gaúcho Internacional, em Porto Alegre, uma demonstração explícita da arrogância do colonizador: a Organização Sionista Gaúcha do Rio Grande do Sul apresentou notificação a instituições esportivas “exigindo” que o time chileno retire de seu uniforme o mapa da Palestina histórica antes de entrar em campo. Em post na sua página no facebook, a organização ainda ameaça ação judicial “civil” e “criminal” caso sua “exigência” não seja atendida.

O time do Palestino que entra em campo no Beira-Rio neste 9 de abril é anterior à Nakba (a catástrofe palestina com a criação do Estado de Israel em 15 de maio de 1948 mediante limpeza étnica). Data de agosto de 1920. Foi criado por palestinos que se estabeleceram no Chile e reflete a origem e identidade dessa que é a maior comunidade fora do Oriente Médio. São hoje 350 mil que a compõem. Em janeiro de 2014, o Palestino enfrentou semelhante situação no Chile, ao apresentar um uniforme que, além das cores da bandeira palestina, estilizava o número um nas camisas dos jogadores com o mapa da Palestina histórica. À época foi multado em US$ 1.300 e proibido de usar tal uniforme, mas não arregou. Hoje o time mantém a bandeira nas mangas e meias, como autorizado pela Federação Chilena de Futebol.

Uma expressão política importante que arranca admiração e orgulho da comunidade palestina nos territórios ocupados por Israel e mundo afora. Une o bom futebol ao respeito por um time cuja torcida não renega suas origens e seu papel de fomentar a denúncia do projeto colonial israelense – como deve ser feito neste momento, aproveitando o ridículo da exposição sionista de sua arrogância ao querer determinar o uniforme do time chileno. Um projeto colonial que impacta inclusive o futebol na Palestina.

É a oportunidade de levantar a bandeira por boicote esportivo a Israel, aos moldes do que foi feito contra o apartheid na África do Sul nos anos 1990. Retomar a campanha pela suspensão de Israel da Fifa.

É o momento de iniciar campanha para que Neymar não fure a campanha de solidariedade aos palestinos; não aceite o convite de Netanyahu e Bolsonaro – mirando-se no bom exemplo da seleção argentina em 2018.

Neste 9 de abril – dia que marca 71 anos do massacre sionista na aldeia de Deir Yassin e as eleições israelenses que decidirão o próximo algoz dos palestinos – vamos torcer pela goleada ao projeto colonial. Da beleza das bandeiras palestinas tremulando no estádio, somamos nossa torcida e apoio ao time que veste a camisa contra a ocupação e colonização israelenses. Cartão vermelho a Israel e seus asseclas sionistas.