Gushiken, irmandade e Justiça

O secretário de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica, Luiz Gushiken, homem forte do PT e do governo, protagonizou no último dia 16 um vergonhoso atentado à imprensa.

Gushiken decidiu acionar na Justiça a repórter Carla Lisboa, por sentir que a reportagem ,i>“A Irmandade dos Fundos de Pensão”, publicada no jornal Planalto Central e no boletim da CNESF, e que aponta as ligações do secretário com a aposentadoria complementar, atingiu a sua honra.

Alegando que a reportagem também teria atingido o cargo que ocupa, Gushiken acionou a Advocacia Geral da União para cobrar explicações da jornalista na Justiça Federal, o que configura tentativa de intimidação e uso da máquina pública, já que a repórter de forma alguma se referiu ao cargo de forma pejorativa. Uma atitude que só reforça a suspeita de que o ministro cultive um interesse particular na reforma da Previdência, já que, pelo cargo que ocupa, responde pelas ações estratégicas do governo.

Ao receber a intimação, a jornalista escolheu para sua defesa o advogado Magno Mello, autor do livro “A Face Oculta da Reforma Previdenciária”. No livro, Mello relata episódios nebulosos relacionados a Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, e revela a vinculação de Gushiken e de seu grupo – a Articulação Bancária – com a direção da entidade.
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