Greves entram em campo pra virar o jogo


Unir o time para construir a greve geral

Na Copa da FIFA e das empreiteiras, os trabalhadores sabem que estão fora do jogo. Por isso fazem outro campeonato, o das greves, lutas e manifestações! Há poucos dias da Copa do Mundo no Brasil, esquenta o clima de greves e protestos em todo o país. Ao contrário de outras Copas, em que o povo pintava as ruas e decorava as casas, agora os trabalhadores e a juventude fecham ruas com passeatas decoradas por bandeiras de seus movimentos.
 
O que explica que no país do futebol, 55% da população (segundo o Datafolha) acha que a Copa vai trazer mais prejuízos do que benefícios? A população já percebeu que o tal “legado”da Copa será os bilhões que a FIFA e as grandes multinacionais que patrocinam o Mundial vão lucrar, fora o que as construtoras levaram com as obras dos estádios. 
 
Os trabalhadores sentem que a hora de arrancar conquistas é agora, afinal, porque a FIFA vai sair ganhando? A luta é por salários, mas também por saúde, educação, moradia, transportes e contra as injustiças da Copa!
 
A greve dos motoristas e cobradores que parou a cidade de São Paulo e a greve operária da construção civil de Cubatão são somente dois exemplos de que os trabalhadores estão dispostos a jogar uma partida acirrada contra os patrões e também contra os sindicatos pelegos. Na greve dos rodoviários de São Paulo, além da rebelião contra o sindicato, os trabalhadores se apropriaram dos ônibus que ficaram parados nos corredores, sumiram com as chaves e furaram os pneus, mostrando que os métodos radicalizados fazem parte deste novo momento.
 
Os professores do Rio de Janeiro, que receberam a seleção com protestos no Rio, estão cansados de serem desvalorizados. Os educadores gritavam: “um professor vale mais do que um Neymar”. Isso porque as estrelas da seleção ganham bilhões, enquanto os professores ficam meses em greve para conseguirem algum aumento.
 
Mas foi na cidade de Teresópolis, nas portas da Granja Comary, que a revolta foi maior. Em 2011, 350 pessoas morreram na cidade por causa das chuvas e deslizamentos e, até hoje, os desabrigados não receberam as moradias prometidas, enquanto gastou-se mais de R$ 15 milhões para renovar o centro de treinamento da seleção.
 
O governo Dilma abre as portas do Brasil para a FIFA mandar. A Lei da Copa, que passou a valer desde o dia 22 de junho, entrega, entre outras coisas, as Arenas para FIFA tomar conta. Ao redor dos estádios, até mesmo os moradores terão que pedir autorização para entrar em suas casas e os comerciantes só poderão vender os produtos dos patrocinadores oficiais da Copa ou autorizados pela FIFA.
 
Dilma também mobiliza o Exército e a Força Nacional para reprimir os possíveis protestos. A repressão aos movimentos sociais se intensifica. Matheus Gomes, estudante e militante do PSTU, está sendo criminalizado por ter participado das lutas contra o aumento da passagem em Porto Alegre. Vários outros estudantes estão sendo processados e perseguidos em todo o país. Tudo isso mostra que Dilma quer garantir a Copa da FIFA a qualquer custo, mostrando seu compromisso com o imperialismo.
 
Mas até agora o time dos trabalhadores promete continuar dando trabalho aos adversários. Várias outras greves estão marcadas pra começar nas próximas semanas. O dia 12 de junho está sendo organizado como um dia de luta que unifique todos os setores. As lutas necessitam de unidade para serem vitoriosas e para marcar um golaço contra todas as injustiças da Copa é necessária a construção de uma greve geral.
 
Os trabalhadores e a juventude querem mudança mas para ter mudança de verdade é preciso romper com os banqueiros, empreiteiros e ruralistas. É preciso romper com o pagamento da dívida pública para destinar recursos para a saúde, educação, moradia, transporte e reforma agrária. O PSTU apresenta uma alternativa para as lutas e também para mudar o país, construindo um Brasil para os trabalhadores. Por isso apresenta a candidatura de Zé Maria e de Cláudia Durans e chama a construirmos juntos um programa que expresse a vontade e a necessidade dos trabalhadores.