Greve nas universidades federais continua

Após mais de 70 dias, governo apresenta proposta rebaixadaA greve dos servidores das universidades federais segue forte em todo o país. Somente agora, com mais de 70 dias de paralisação, o governo Lula apresentou uma proposta salarial para a categoria, intimamente ligada ao projeto neoliberal de desmonte do funcionalismo publico. O governo propõe um aumento parcelado em três anos para o conjunto da categoria, mas o problema é que efetivamente isso só atende os servidores de nível superior, destinando aos demais (nível médio e de apoio) ajustes salariais muito rebaixados. Além de dividir a categoria, fica claro que o governo não quer valorizar os demais servidores, porque esses cargos, em um futuro próximo, serão totalmente terceirizados.

Contraproposta
O Comando Nacional de Greve apresentou uma contraproposta exigindo mais recursos e ganhos para todos. A próxima reunião com o governo está marcada para o dia 16. Agora é hora de ir para cima e colocar o governo na parede. A garantia de recursos suficientes e ganhos para todos depende da radicalização e do endurecimento com o governo. Esse é o caminho para que os servidores das universidades federais tenham uma vitória econômica nessa greve.

Além da pauta específica, são apresentados os eixos gerais do funcionalismo federal, como a luta contra o PLP 01/2007 e as fundações de direito privado (PLP-92/2007). Lamentavelmente a direção majoritária da Fasubra (Federação de Sindicatos de Trabalhadores de Universidades Brasileiras), composta por PT e PCdoB, procurou durante toda a greve boicotar a participação nas plenárias da CNESF (Coordenação Nacional das Entidades dos Servidores Federais), jogando contra a unificação das lutas. Agora a entidade vem participando de um grupo de trabalho com o governo que vai discutir o direito de greve. Já vimos este filme. Nos últimos meses, o governo apresentou várias declarações no sentido de restringir as greves do funcionalismo federal. Inacreditavelmente, nossa federação, juntamente com a CUT, está legitimando esses ataques ao participar de tal grupo.

Os militantes do PSTU que atuam na base e na direção da Fasubra exigem que a federação siga o exemplo de Andes, ASSIBGE, Fenasps, Sinasefe e Conlutas e não participe desse grupo. A Fasubra precisa romper com a CUT e o governo Lula e não aceitar “negociar” os direitos históricos dos trabalhadores do serviço público federal.

Post author Gibran Jordão, de Goiânia (GO)
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