Greve na PUC-SP termina, mas mobilização continua

Professores e funcionários não aderiram; enquanto isso, 5% das disciplinas não têm professorEm assembléia realizada no dia 23, os estudantes da PUC-SP decidiram encerrar a greve iniciada uma semana antes.

O movimento avaliou que a iniciativa da greve foi correta, mas a paralisação não pôde seguir adiante porque houve baixa adesão de professores e funcionários.

Entre as reivindicações da greve estavam: readmissão de todos os professores e funcionários demitidos, abertura do edital de bolsas pela reitoria, estatização da universidade e contra o empréstimo do BNDES e a intervenção da Fundação São Paulo (mantenedora da PUC-SP), dos bancos e da igreja.

A greve terminou, mas a mobilização continua. Os estudantes aprovaram na assembléia um “estado de greve”, ou seja, permanecer em alerta, pois os ataques podem continuar. E a reitoria já demonstrou não querer negociar – não compareceu a uma reunião com os três setores (estudantes, professores e funcionários) no dia 22.
Outras iniciativas para prosseguir a luta em defesa da PUC foram tiradas: calendário de discussões sobre as pautas da greve (estatização da universidade e outras); formação de um comitê por bolsas (este ano a reitoria sequer publicou o edital de bolsas).

Antes do fim da greve, os estudantes fizeram uma importante manifestação na terça, 21. Quase mil pessoas caminharam do Campus Monte Alegre (Perdizes) até o Campus Marquês de Paranaguá (Centro).

Disciplinas sem professor
A crise financeira da PUC já vinha se arrastando há tempos, mas ganhou contornos definitivamente dramáticos em fevereiro, quando a reitoria demitiu centenas de professores e funcionários. A universidade tem um déficit mensal de R$ 4,3 milhões e uma dívida de R$ 82 milhões com bancos.

Sobre as demissões, houve na sexta 24 uma reunião do Conselho Universitário para discutir a contratação de novos professores. A Justiça havia determinado a reintegração de dez professores, mas a Fundação São Paulo conseguiu cassar a liminar.

A própria assessoria de imprensa da universidade informou que 70 disciplinas de diversos cursos estão sem professores, ou 5% do total.
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