Governo petista pede multa para greve da Educação e quer “identificar líderes”

Representante do governo do Pará criminaliza movimento e defende polícia, que atirou bombas contra professores em greveNa tarde da sexta-feira, dia 9 de maio, após a repressão ao ato dos professores, o chefe da Casa Civil, Cláudio Puty, convocou uma coletiva com a imprensa para falar dos incidentes ocorridos pela manhã. Ele culpou os manifestantes, dizendo que houve tentativa de invasão, de apedrejamento do palácio e de agressão a funcionários. O representante do governo petista defendeu como necessária a atitude da ROTAM (Ronda Tática Metropolitana), afirmando que sempre que isto ocorrer a polícia será chamada e os líderes serão identificados.

Ana Júlia também vem agindo através da Justiça para tentar desmontar a greve, e em uma atitude sem precedentes, pediu a abusividade da paralisação e multa diária de R$ 100 mil. Essa atitude só vem confirmar a postura de enfrentamento e criminalização dos movimentos sociais que a governadora e ex-grevista decidiu adotar como marca de seu governo.

O governo Ana Júlia chegou ao poder no Pará para deixar sua marca. Já organizou a operação “Paz no Campo”, na qual desocupou dezenas de áreas deixando centenas ou talvez até milhares de famílias sem terra para plantar e o caminho livre para os grileiros e latifundiários. Em seguida veio o escândalo da garota presa com homens em Abatetuba. A recente absolvição de “Bida”, principal suspeito de ser mandante do assassinato de Dorothy Stang, deixou ainda mais assustados os trabalhadores que estão marcados para morrer no estado.

Enquanto os poderosos se beneficiam da impunidade que seque no governo Ana Júlia, sobra para os movimentos sociais a dura repressão estatal capitaneada pela ROTAM, a super-polícia de choque criada pela governadora, que vem funcionando como uma espécie de polícia política e agora se expande para municípios do interior do Pará. Onde haja uma manifestação de estudantes e ou de trabalhadores, lá está a ROTAM para reprimir prontamente.

A ocupação da reitoria da UEPA surgiu como resposta à repressão que sofreu um grupo de universitários próximo ao portão desta instituição pela ROTAM, no dia 23 de maio de 2007, na manifestação nacional convocada pela Conlutas. O dia também marcou o lançamento da campanha salarial dos trabalhadores da construção civil, quando cerca de 3 mil operários foram às ruas e foram duramente reprimidos pela ROTAM. Assim foi também na luta dos temporários do estado e em outras manifestações. Essa repressão sistemática do governo de Ana Júlia deve ser denunciada por todos os movimentos sociais assim como também devem cercar de solidariedade a luta dos trabalhadores em educação do Pará.

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