Governo Lula e FMI agravam desemprego

`BuscaJosé Antonio Andrade de Souza, 30 anos, morreu em 19 de abril fruto de queimaduras de até terceiro grau em 85% em seu corpo. Ele ateou fogo no próprio corpo em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília. O motivo: desespero por estar desempregado. Eleitor de Lula, passou dois dias na praça dos Três Poderes, carregando dois cartazes com os dizeres: “Senhor presidente, vendi meu barraquinho para vir falar com o senhor”. Souza não foi atendido, nem foi resolvido o seu problema: o desemprego. Resultado: suicídio.

Claudia da Silva Oliveira, 33 anos, também está desempregada, há um ano. Seu companheiro também ficou um ano sem emprego até conseguir, recentemente, trabalhar como taxista. “Nós tivemos de nos separar; ele foi morar com a mãe dele e eu e meus filhos na casa da minha mãe, para viver de favor”, conta Claudia. Ela sai a pé, diariamente, para procurar emprego. Já trabalhou em restaurantes, lavanderias, hotéis. “Mas agora não consigo nada; semana passada tive de tomar calmantes, porque entrei em depressão”, diz Claudia na fila do Centro de Solidariedade ao Trabalhador, da Força Sindical. “É mais uma tentativa, mas está muito difícil conseguir algo, nem bico estou conseguindo.”

Este é o retrato de parcela da população. Após um ano e quatro meses da promessa de 10 milhões de emprego feita pelo governo Lula, foram gerados mais um milhão de desempregados.
Post author Cláudia Costa, da redação
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