Estudantes protestam pelo “Fora Sarney” na Avenida Paulista

Aproximadamente 100 estudantes realizaram um protesto pedindo o “Fora Sarney” nesta quinta-feira, 27, na Avenida Paulista, em São Paulo.

A manifestação contou com secundarias do grêmio da Escola Técnica de São Paulo (Etesp), DCE da USP, Centro Acadêmico de Ciências Sociais da PUC-SP e Centro Acadêmico Vladimir Herzog, da Cásper Líbero, além da recém-fundada entidade estudantil Assembleia Nacional dos Estudantes Livre (Anel) criada para ser uma alternativa à União Nacional dos Estudantes. Em seu último congresso, a UNE foi contra a campanha “Fora Sarney”.

“As mobilizações pelo Fora Sarney tem força entre os estudantes, mas infelizmente quem deveria estar à frente disso, que é a UNE, não faz”, avalia Lucas Guerra, do DCE da USP.

O protesto saiu da frente de um edifico da família Sarney que faz parte do farto cardápio de escândalos contra o presidente do Senado. Segundo denúncias, dois apartamentos utilizados pela sua família, na esquina da Avenida Rebouças com a Alameda Franca, na nobre região dos Jardins, teriam sido adquiridos e registrados em nome da empreiteira Aracati.

Em frente ao prédio, os manifestantes cantaram palavras de ordem como “Fora Sarney já!” e jogaram lama. Durante a caminhada, cantavam para a população que assistia: “Você aí olhando / também estão lhe roubando”. Muitos estavam com adereços como gravatas e bigodes de papelão. Outros estavam com apitos e cartazes.

Em seguida os estudantes se dirigiram para a avenida Paulista, cerca de quatro quadras do edifico. Lá bloquearam por alguns minutos a esquina da avenida.

A manifestação chamou a atenção de quem passava pela avenida. E não foram poucos que manifestaram simpatia e pegavam os adesivos do Fora Sarney distribuídos pelos estudantes.

Depois, os manifestantes seguiram em marcha em direção ao MASP, onde o protesto foi encerrado. “O Fora Sarney deve ser relacionado com a luta peça educação pública. A luta por mais verba para educação está diretamente ligada à reivindicação por mais verba para o ensino”, disse Débora Manzano, do DCE da USP.

Atualizada em 28/8/2009, às 11h12