Estudantes do Marrocos fazem greve de fome em solidariedade ao povo palestino

União Nacional dos Estudantes declara greve de fome de 48 horasO movimento estudantil marroquino continua a enfrentar as forças de repressão do país. Agora, deu um passo adiante, ao se colocar como parte integrante da luta do povo árabe pela sua libertação e autodeterminação.

A União Nacional dos Estudantes, da Universidade de Mohammed bin Abdullah-Fez, declarou num comunicado que fará uma greve de fome de 48 horas em solidariedade com o povo palestino e em apoio à sua luta histórica. A greve terá início nesta terça feira, dia 25, e irá até a quinta-feira, dia 27.

No seu comunicado, a entidade declarou que, partindo da política de luta pela libertação nacional, “encontra-se na mesma posição de luta dos povos árabes e especificamente do povo palestino, que sofre os piores massacres, desde a usurpação da sua terra até a fome e a miséria.”

Na sua declaração, a União Nacional dos Estudantes quis também chamar a atenção da direção da Universidade de Mohammed bin Abdullah-Fez para assumir sua responsabilidade diante da situação dos problemas dos estudantes. Afirma também que esta greve é um passo avançado no marco da luta estudantil que poderá tomar formas novas, caso a universidade não aceite o diálogo para melhorar a situação dos estudantes.

A declaração termina com a frase: “A questão Palestina é uma questão nacional… E a libertação da Palestina é a Guerra de Libertação do Povo”

Ao mesmo tempo, os estudantes da Universidad Alkadi Ayad, também de Marrocos, chamaram a boicotar as aulas das faculdades de Letras e de Direito a partir desta segunda-feira. Eles protestam contra atrasos no pagamento das bolsas e em repúdio ao cerco das forças repressivas ao campus universitário, mantido desde os enfrentamentos na semana passada. O ascenso dos estudantes continua no Marrocos.